Bienal de Veneza 09 | Caligraffiti
 
 
Wednesday, 9 de September de 2009 • por
 
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Estou tendo a ótima oportunidade de assistir à um ciclo de palestras do curador de Artes Plásticas do instituto Tomie Ohtake, Agnaldo Farias. Professor-doutor em Arquitetura na FAU-USP, ele conta sobre a consagrada Bienal de Arte de Veneza que acontece até o meio de novembro de 2009. A Bienal além de conter peças de arte contemporânea, exibe mostras de cinema, dança, música, teatro e arquitetura. É considerado o maior evento de arte no mundo, lançando novos talentos e consagrando outros que já se destacam.

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Restaurante da Bienal

O evento conta com diversos pavilhões de exposição, cada um característico de um país. Um curador de cada país escolhe os trabalhos que mais se destacam, e expõem para o mundo o que acontece de melhor na arte contemporânea. O espaço é fabuloso, e os pavilhões se encontram construídos em um jardim veneziano. O pavilhão principal é dedicado às melhores obras, e a entrada principlal é da artista brasileira Lygia Pape, constituída de fios de ouro presos do chão ao teto, formando uma instalação em que o espectador anda no meio, fazendo parte dela.

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Tetéia, Lygia Pape

O mais interessante da exposição é observar a Arte Contemporânea, e tentar absorver que mensagem os artistas querem passar. O mexicano Héctor Zamora fez um cardume de dirigíveis que contracenam com a paisagem veneziana. Em momentos dentro do pavilhão, os “Zeppelins” aparecem como peixes que saem do mar.

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Héctor Zamora, Enxame de Zeppelins

No pavilhão brasileiro, o alagoano Delson Uchôa expõe seus quadros inspirados fora do cotidiano urbano, trazendo para as telas influências das praia paradizíacas. No mesmo pavilhão, o fotógrafo paraense Luiz Braga mostra com cores fortes e saturadas os custumes da população do norte brasileiro.

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Delson Uchôa

E uma das principais obras da Bienal, uma instalação de um Argentino que se explica pelo nome:

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Tomás Saraceno, "Galáxia se formando em filamentos, como pingos ao longo de uma teia de aranha"

Juro que queria muito estar por lá….

4 comentários

  1. João Faraco says:

    Esses fios de ouro da Lygia Pape são o exemplo da simplicidade impactante .. Deve dar arrepios andar por ali .. Nem sei porque, mas deve !

  2. O mais simples é o mais difícil de se obter!
    Sensacional, se pudesse estava la também, ótimo ótimo!

  3. Gustavo Spud says:

    Dá pra imaginar o local de trabalho de alguns desses artistas…

  4. Patricia Rosa says:

    A maior importância de um evento desse é justamento o “dia seguinte”. A repercussão do que e de quem está no centro da arte contemporânea. A entrada com TETÉIA, muito nos honra, brasileiros, de tão maravilhosa que é.
    Quem é o curador(a) da Bienal?
    PatriciaRosa
    Estudante de Artes Plasticas
    Pesquisadora em curadoria.

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