A Comunidade do Design

Estamos passando por uma revolução. Não sei se vocês perceberam, mas existe uma nova comunidade, disposta a discutir, afirmar, defender e criar. Recentemente temos problemas referentes à falta de organização, mas mesmo assim nos organizamos. Eis alguns episódios: Logo da Copa, Rio 2016, Wedologos, fora os plágios…

E essa organização é caótica, não linear, e vai de encontro à quem fere seus brios. Sem algum órgão realmente competente por trás disso tudo estamos nós, designers, tentando algum tipo de reação às barbáries que enfrentamos todos os dias. Quem decide estudar design precisa de dinheiro, e isso não reflete em um sucesso profissional. Precisamos nos redobrar mais e mais para ter algum tipo de valorização, é bem difícil.

Posso falar por mim, que nasci em uma cidade do interior do Rio e vim pra cá estudar design. Hoje graças ao meu esforço consegui um emprego legal, que paga as minhas contas, e só. Mas o que é melhor é o amor que sinto por essa profissão, a necessidade que tenho de criar cada vez mais. Isso que nos move…

Muitas pessoas nos perguntam: “Mas o Caligraffiti não dá grana?” Não, não dá. Dá é trabalho. Mas sabemos que podemos de alguma forma contribuir com essa comunidade, para que os profissionais possam ter uma formação melhor e que tenham um espaço para divulgar suas idéias.

Já estamos unidos sem perceber. Só falta o resto.

13

The Ice Book

Muito já se viu sobre mapping. Posso dizer que é uma tendência projetar em arquiteturas mapeadas por desenhos e interferências que ampliam a noção de tridimensionalidade. E agora, o que mais nos surpreenderá? Que tal juntar a arte de livros pop up com mapping? Como se os recortes tomassem vida?

E de quebra esse trabalho tem um ótimo material de composição que ficou evidente no making of. Uma aula para quem está estudando motion e efeitos…

Para saber mais sobre esse projeto, visite o site The Ice Book e leia o making of completo.
Dica: Maria Cláudia Gentil

1

#porraglobonews

Hoje pela manhã a Globo News lançou uma reportagem com a seguinte manchete: Cliente decide quanto quer pagar por uma logomarca. Para quem ainda não viu, abaixo a matéria na íntegra.

Depois de muitas pessoas assisterem ao vídeo, a revolta tomou conta e no twitter, o #porraglobonews está dando o que falar.

A questão não é a empresa We do Logos fazer esse sistema canibal e prostituir o mercado, porque isso já existem há tempos. O problema é o apoio da mídia sobre ações como essa e achar tudo perfeitamente normal. É preciso pesquisar mais e tentar elaborar algo realmente interessante para ser veiculado, para que os telespectadores entendam que não é fácil ser designer, não basta ter uma conta nesses sites e um computador.

79

Google Art Project

Me lembro que uma das primeiras coisas que aprendi na internet foi fazer um passeio virtual pelo Louvre. Aquilo pra mim era um marco, matar a curiosidade de um lugar que ainda sonho em conhecer. Isso foi um projeto embrionário do que hoje é o Google Earth ou o Maps.

Agora o todo poderoso Google lança um site em que é possível andar por vários museus de todo o mundo, o Google Art Project. Que tal ver a estrutura do Palácio de Versailles, ver um Van Gogh no MoMA e ainda dar um pulinho no Tate em Londres. Lógico que não tem a mesma graça, mas é uma ótima ferramenta de pesquisa, perfeito para matar a curiosidade e quem sabe, programar suas próximas férias…

1

123KLAN Reel

Conheci o trabalho desses canadenses no Behance. O estilo gráfico inconfundível do 123KLAN traz para o design gráfico o que há de melhor no graffiti e na intervenção urbana. Agora eles lançam um novo reel, mostrando um pouco até onde eles conseguem variar seu portifólio. Na lista temos stickers, logos, muros e toys…

4

O Designer da Novela das 8

Agora temos um designer como papel principal na nova novela das 8. Não sei se vocês perceberam, mas o Lázaro Ramos faz o papel de André Gurgel, um profissional bem sucedido, negro, com um super escritório, muitos clientes e muitas mulheres.

Então me veio a pergunta, estamos na moda?

Isso eu não sei, mas com toda a certeza para ter um escritório daqueles e pegar todas as mulheres da cidade, o cara tem que ser bom.

Só para ilustar, um diálogo que vi do André Gurgel com seu sócio:

” – O seu estagiário errou a porcentagem do magenta na logomarca.”

E quem no Brasil sabe o que é um magenta?

40

Qual o melhor software?

Provavelmente você já deve ter ouvido essa pergunta algumas vezes. Com toda a certeza já entrou em duelos entre as funcionalidades do Illustrator versus praticidade do Corel. O Photoshop é imbatível… No Max o render é melhor, o Cinema 4D roda portable… Bullshit!

O vídeo acima prova que não importa o software, e sim o conceito do projeto. Temos a mania de achar que saber o melhor programa já te faz um profissional qualificado, pronto para enfrentar qualquer desafio. E se não tiver o programa? Imagine o Aloísio Magalhães desenvolvendo o logo da Petrobrás sem Illustrator? É nesse ponto que quero chegar.

Ok estamos em 2011, e acho importante você como designer saber as ferramentas, mas precisamos começar a pensar um pouco diferente. Talvez essa seja uma das formas que podem trazer uma qualidade melhor ao seu trabalho, que te diferencie desse mar de designers que saem das faculdades todos os anos.

Que tal fazer uma animação no Google Docs? Os caras aí de cima conseguiram. E em 3 dias…

4

Intervenção Urbana

No ano passado, durante meu projeto final, precisei de uma empresa que fizesse alguns buttons para o meu kit. Após muita procura em diversos fornecedores, acabei conhecendo a Intervenção Urbana. O contato foi imediato e o atendimento durante o processo foi impecável, me surpreendi com a rapidez e a qualidade do material. Por isso resolvi fazer um post, para dividir um ótimo fornecedor e conhecerem um pouco sobre a IU. Sim, meu projeto final foi sobre o Caligraffiti e isso será tema de outro post, mas não o de hoje.

Durante a produção dos buttons fui conversando com o Wagner Diniz, e ele contou a história por trás da IU. Achei tão interessante, que resolvi fazer uma entrevista completa sobre o processo de criação e todos os planos que ele tem para essa empresa. Ao final do post, a Intervenção e o Caligraffiti preparam uma surpresa para os leitores do blog.

Caligraffiti: Como e por que surgiu a Intervenção Urbana?
Wagner Diniz: Sou formado em comunicação, e me sentia frustrado com o trabalho depois que mudei de emprego e saí da minha área. A Intervenção foi uma forma de me voltar pra área criativa, de me cercar de gente talentosa, criar uma rede de amigos com interesses em áreas afins. Ver tanto trabalho bacana, e gente talentosa fazendo parte do nosso site é uma forma de me realizar só por estar envolvido com tudo isso.

9

Impressão 3D e o Homo Evolutis

NASA + Google = Singularity UniversityNo final do ano passado eu tive a enorme oportunidade de participar do primeiro programa executivo da Singularity University fora do seu campus na NASA. A Singularity é uma universidade interdisciplinar, cuja missão é educar e inspirar líderes e investidores sobre a evolução das tecnologias pra resolver os maiores desafios de hoje e de amanhã. Ela foi fundada pelo futuriasta/inventor Ray Kurzweil e o médico/empreendedor Peter Diamandis em 2008, com o apoio de empresas como Google, NASA e Autodesk.

O curso de graduação da Singularity acontece no campus da NASA Ames, no Vale do Silício, e dura 10 meses. Durante o período, um corpo docente formado por engenheiros, tecnólogos, futuristas, médicos e astronautas dão aulas de tecnologias exponenciais, robótica, nanotecnologia, biotecnologia, medicina, redes computacionais, e por aí vai. O programa executivo, que eles fazem fora do campus, como esse que aconteceu em São Paulo, abrange os mesmos assuntos, mas de forma mais superficial e pontual. Mas deu pra sentir um pouco do que vem por aí, e se eu for escrever um post sobre absolutamente tudo, vai ser o maior post da história da internet. Por isso sugiro que se você se interessa por tecologia e futurismo, acesse o canal do YouTube da Singularity e engula uma dose mastigada mas farta do tipo de conteúdo lecionado na universidade.

Um dos assuntos que sempre ressurgia nas palestras do programa foi o da impressão 3D. A tecnologia não é nova, sendo existente há mais de 30 anos, porém, até hoje as impressoras 3D têm sido extremamente caras pra terem qualquer impacto significativo no mercado. Mas o grande lance é que hoje estamos no “joelho” da curva de avanço exponencial das impressoras 3D, o que significa que o custo cai e o nosso alcance a essa tecnologia aumenta exponencialmente. E pode parecer mais uma tecnologia que está em ascensão, assim como a impressão xilográfica veio no início do milênio passado, mas as aplicações consequentes de mais uma dimensão na impressão são muito mais amplas…

7