Sobre concursos e prêmios

Toda vez que lançam um concurso sem prêmio em dinheiro é a mesma discussão. “Que absurdo!” “Somos idiotas?” “Quem eles pensam que são?” e daí surge uma enormidade de mídias imediatistas colocando lenha numa fogueira inexistente.

A sensação que dá é que nós, designers, passamos a vida em confortáveis poltronas esperando trabalhos perfeitos e muito bem pagos cairem do céu. Porque se não podemos aceitar essa “proposta indecente”, “esse ultraje”, é porque estamos todos felizes e satisfeitos e nosso tempo que vale ouro não permite trabalho sem recompensa financeira.

moneymoneymoney

Aí eu pergunto: o que houve com se apaixonar pelas ideias, com vestir a camisa? Será que a única moeda de troca é mesmo o dinheiro? Eu não ganho para estar aqui escrevendo todo dia pra milhares de leitores. Eu sou burra? Eu não ganho pra incentivar vocês todo ano a ir ao TMDG, que eu considero ser o melhor evento de design da América Latina. Que ingênua. As minhas contas chegam sempre no fim do mês, e não é porque parte do meu tempo eu trabalho por outras recompensas que elas não serão pagas.

Não fosse o TMDG eu não tinha Caligraffiti, ou Multiplicidade. Não fosse escrever para o Caligraffiti ou Ideafixa, outras portas não teriam se aberto. Uma hora o dinheiro vem, e o importante é não ficar parado.

Então se você tem tempo, quer praticar a sua arte afim de se tornar um profissional melhor e participar de um concurso que não vai te pagar fortunas… Por que não? Cada projeto é uma experiência nova, e aí está o valor.

Sejamos menos radicais e proibitivos. Não é porque algo não serve para nós que não vai servir para outros. Não cabe a nós sermos juízes das vidas alheias. Vamos fazer design, por qualquer motivo. Vamos produzir. Sempre.

O dinheiro vem, acredite. É só continuar mexendo.

Nota: Para saber mais da minha e de outras opiniões, leia os comentários.
Vale a pena.

102 comentários para “Sobre concursos e prêmios”

  1. Rogério Oliveira

    Entendi perfeitamente este post e o post do ddeclinio.

    Algumas marcas estão apostando em concurso não remunerados, o que é ruim pra quem quer grana ou um super-premio.
    É um pouco arriscado pra empresa que promove esse tipo de concurso, pois quando chega Dead-line pode não receber um trabalho satisfatório. Mas tem muita gente boa por aí…

    Por outro lado, esse tipo de concurso é bom pra que está começando, e quer seu nome ao lado de uma grande marca ou empresa.
    O fulano pode não ganhar grana ou um super-premio, mas vai ter um trabalho responsa divulgado por aí, o que as vezes é bem melhor que dinheiro.

    O que não rola, é do dia pra noite todas as marcas saírem fazendo concursos não remunerados. Mas isso não vai acontecer! E outra, participa dos concursos quem quer, quem não quer não participa!

    Uma pequena banda francesa, entrou em contato comigo pra usar uma ilustra minha na capa do disco, sem pagar nada. Eu disse: OK
    Pô tem uma ilustra minha, no disco de uma banda francesa, Isso é legal! :)

    Sempre me perguntam, o que você ganha desenhando isso? o que você ganha divulgando no blog? as vezes fico em silêncio, pq a resposta é longa! rs

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    • Manu Borghi

      Pois é, quis abrir a discussão. Designer adora ser do contra. E aí vira comportamento padrão. A primeira reação é ser contra.

      =)

      tô gostando do debate.

      PS: Fui reler o post do Ddeclinio. Como assim apagaram o site???????

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  2. Tito Senna

    Somos idiotas sim! E é por esse simples motivo q fazem isso. Pois sabem que nós somos apaixonados por ideias que de alguma forma pode lhes render lucro. E com esse mesmo motivo é que um estágiário trabalha ganhando quase nada, é que um empregado de design recebe um salário de estagiário sem direito a carteira assinada, vira noites em uma agência sem receber um obrigado pela manhã enquanto o chefe chega descançado de casa….tudo isso por que somos idiotas amamos uma boa idéia, e o fundamental prescisamos de dinheiro. Dois ingredientes essênciais para fazer um designer/publicitario/redator idiota, uma boa ideia e a nescessidade do dinheiro.
    Dinheiro não é somente aquele de papel, ” escrever para milhares de leitores” é fazer dinheiro, investimento, moeda de troca, você mesmo ênfatizou isso no post. Muitos gostariam de fazer dinheiro escrevendo, desenhando, mostrando as suas idéias é uma troca. Fazer um concurso sem premiação ou algo parecido, só ilustra a situação deprimente em que o mercado nos deixou….humilhados, tendo que sobreviver de concursos e revistas colaborativas ….. nada contra, assino e participo tb, presciso de dinheiro, a comida não surge do prato sozinho.
    O mercado da criação (design/mkt/web) está lotado e nem todos são felizes, pois o mercado não dá esse direito a todos, e agora tiraram mais um a necessidade de premiar uma boa idéia.
    Daqui a pouco isso não será mais entitulado de “concurso cultural ” mas de “favor”, vão estar fazendo um favor a nós!!! Acho q a sua visão é bem posicionada, mas, apoiar esse pensamento só vai no carioquês “encher a bolsa do patrão”, !!! Se a fogueira é inexistente, vamos fazer essa chama aparecer….

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    • Manu Borghi

      Mas aí é que tá. Não existe obrigatoriedade em participar. Participa quem tiver vontade.
      Desde sempre existiram “designers” fazendo identidade visual por 50 pratas e isso não afeta o meu trabalho, muito menos de grandes escritórios.

      Eu só acho que ser contra esses concursos eventuais radicalismo. Decidir se é bom ou ruim PRA GENTE está em participar ou não do concurso. E no caso das grandes empresas cheias da grana, beleza, compreensível desgostar dos prêmios sem dinheiro.

      Mas eu fico pensando; então não podemos inscrever nossos trabalhos numa Bienal? Porque tem que pagar caro pela inscrição, e ninguém paga pra gente estar ali.

      Esses concursos são sim pra peixe pequeno, e tem um monte por aí querendo comida só pra ter a desculpa de caçar. (analogia ruim, mas dá pra entender).

      Eu só queria jogar no ventilador mesmo. E só com esses 2 comentários já tô bem feliz de ter aberto a discussão. =) o/

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      • Tito Senna

        Salve Manu!!!

        Concordo, faz realmente quem quer. O cara tem que colocar as coisas na balança, vai de cada um , que projeção ele quer ter, se curte desafio, se pessoalmente vale a pena…

        Mas sempre é bom ter uma visão protencionista, pois ninguem nos protege ( design/mkt).

        Po curti mto o post, q bom ver os blogs da nossa area colocando posts além do “desenho maneiro”, e da “foto legal”. Bom conteúdo! Bjs Manu ótimo post!

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    • Manu

      Ih, nem pensei nisso. Relax.

      Dei uma olhada lá, curti bastante. Foda que vocês “do graffiti” são sempre mó panelinha. Admita. hahahahaha

      Agora pelo menos tem um canal de divulgação pra quem tá fora. ;)

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  3. Rodrigo Volg

    Muito bom…

    Well, eu não participo dessas discussões sobre os concursos não darem prêmios em dinheiro, porém é praticamente impossível não dar minha opinião sobre esse incrível texto :)

    Eu não sou contra e nem a favor desses concursos, apenas não incentivo ou divulgo, prefiro ficar na minha, a um tempo eu promovi um concurso desses, que pode ser conferido no blog do Descobrindo o Design.

    Também não organizo mais esses concursos, no momento o DD faz apenas sorteios.

    Well, fica aqui minha ideia, e contribuição… Não sou contra nem a favor, só não apoio e divulgo.

    Rodrigo Volg

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  4. Uno de Oliveira

    Eu nunca acreditei em concursos. Nunca perdi um minuto da minha vida tentando entrar em um concurso. Realmente acho uma perda de tempo…. E aqueles concursos que têm prêmios bons, são muito concorridos, pior que passar pra um vestibular de Medicina. Os que não oferecem nenhum tipo de prêmio não devem ao menos serem considerados.

    É como aquele amigo seu que pediu pra você fazer uma logo bem rapidinha, bem fácil… A minha resposta é:

    “-Não me peça para te fazer de graça a única coisa que tenho pra vender”

    O trabalho do designer é esse! E as pessoas acham que estamos ali de bobeira, vendo figurinhas. Acham que o trabalho é simples, basta apertar um botão que terá um layout pronto. Por isso a remuneração não adequada.

    Agora sobre a única moeda de troca ser o dinheiro, acho que poucos designers pensam assim. Todo mundo sabe que para aprender e para pegar bons clientes é preciso trabalhar muito e de graça. Isso faz parte da nossa cultura… Trabalhar de graça! OK, e quem paga minha comida?

    Tem coisa errada aí.

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  5. Henrique Abreu

    Esse assunto é o mesmo que discutir sexo dos anjos. Acho que não tem que ser radical, pelo contrário, penso da forma como você colocou: depende de cada, pois tem gente que está começando e precisa se divulgar e tem gente que esta no mercado a bastante tempo e não precisa disso.

    Porém, acho que também tem limite nos prêmio. Exemplo disse é desse recente que alem de não pagar nada (NADA MESMO) não tera seu nome em lugar nenhum, apenas o simples fato do ganhador saber que ele ganhou. Ou seja, ele não ganha nada, nem a divulgação do nome dele.

    quando se tem um que vc ganha R$200, 00 mais 10 blusas, mais três chicletas e dois vales transporte… Pelo menos você ganha, a empresa faz um divulgação do ganhador… Ai pelo menos tem isso! As pessoas passam a saber quem é o ganhador.

    E outra, essa hitoria de fazer pelo amor, isso é meio piegas. Acho totalmente diferente você ser editora de um blog, site, coletivo ou coisa do tipo do que uma pessoa que está prestando serviço. Quando é um projeto “pessoal”, blog, coletivo, revista e etc de fato você faz por amor, visando algo que é mais interessante que dinheiro, o reconhecimento de você ser uma pessoa antenada, referencia no seu meio. Estou com o DiTudU ( http://www.blogditudu.com.br ) por isso, por gostar de fazer isso.

    Porem vc trabalha de graça, sem nenhuma remuneração, nem mesmo reconhecimento de que o trabalho é seu… Aaaa.. isso ai não se faz por amor, pois como vc mesmo disse, as contas chegam no final do mês. Sua dentista te atenderia uma única vez por amor?, Sua faculdade deixaria uma única mensalidade passar por amor?? vc pode viver no seu AP por amor??

    Acho que esses concursos são validos sim, mas já reparou que isso virou febre? Quando foi o ultimo concurso que você viu que pagasse o real valor do trabalho/prêmio?? E nós somos os culpados disso, pois adotamos isso como “comum” e passamos aceitar todos, até os que não nos dão NADA, nem o reconhecimento do trabalho. Ai é que esta o problema se já estavamos acostumado a receber pouco por esses prêmio, e passamos a aceitar a partir de hoje que não tenha mais prêmio nem divulgação do ganhador, vamos estar nos prejudicando.

    O que não podemos é passar do limite e deixa a coisa ficar mais avacalhada. Volto a dizer, não sou contra certos concursos, porém temos q dar limite como tudo na vida!

    Conversa produtiva, ótimo post!

    Avs

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  6. Tony

    Se colocam premiação em dinheiro, os “profissionais” vestem o uniforme de estudantes e entram na briga. E levam. Daí passam o resto da vida divulgando-se como “premiados de concurso tal”, mesmo criticando tais concursos.

    É apenas mais um dos clichês que a nova [nossa] geração carrega e permanece difundindo, que soma-se aos “mac vs. pc”, “cdr vs. ai”, “morte a comic sans”, “bota helvetica ou gotham q tá tudo certo”.

    E é em situações como essas que separamos quem faz o que ama e ama o que faz, dos profissionais de formação, aqueles que vão ter sempre algo para reclamar e invejar daqueles que não esperaram a hora: fizeram e fazem acontecer.

    Parabéns pelo post!

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  7. João

    Ao meu ver, promover concurso é um azar do cliente que o faz. Se o cara tem dinheiro pra investir em design, que coloque isso no seu planejamento, pois somos profissionais formados para merecer uma remuneração monetária. Afinal o trabalho que fazemos pra esses clientes vão ajudá-los a terem um retorno financeiro. Se a gente fizer de graça já estamos saindo perdendo.

    Se ele não prioriza o design, resolvê-lo com um concurso não remunerado vai aumentar a chance de receber um trabalho sem o embasamento essencial que só um designer responsável e competente pode fornecer, usando o que ele sabe quando estava aprendendo o que precisava pra ganhar dinheiro. O cliente sabe o gosto que tem, e por isso acha que entende de design. Vai escolher a solução mais atraente, mas não vai considerar a função.

    Cabe fazer trabalho de graça pra clientes que não têm fins lucrativos, como ONGs. Assim, o seu trabalho não só vai estar ajudando o seu portfolio, mas vai estar ajudando a organização e sua causa, que não é mensurável como o dinheiro. Esse, pra mim, é o caso do pagamento não-monetário.

    Mas sim, quem quiser pegar, pega. Só digo novamente que o esquema é inseguro, e o azar acaba sendo do cliente, pois quem pegar o job, por mais competente e experiente que seja, provavelmente vai fazê-lo nas horas vagas, sem muito compromisso.

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  8. italo diniz

    Sempre quando cai nesse assunto de concursos e “fazer coisas de graça pra divulgar seu nome” eu lembro do video do Harlan Ellison – Pay the Writer. Apesar dele falar de uma maneira até um pouco grosseira e irritada, eu dou certa razão a ele.

    Bom, a minha opinião em relação a isso…

    Mesmo tendo participado de alguns concursos, eu não concordo com esse tipo de “divulgação” e o principal motivo nem é em nosso favor. O principal motivo é o produto final que o idealizador do concurso vai ter nas mãos. Como que você pode fazer algo que de certo para aquele cliente sendo que nem um encontro pessoal você teve com ele? A refêrencia que eles te dão é apenas um briefing mega vasto com inúmeros pontos positivos e realizações que só fazem aumentar o ego do suposto cliente.

    Vocês lembram do caso da CEDAE? Que deu o maior pano pra manga? Pois é.

    É foda…

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  9. Luma

    Eu acho que tem que ter noção para saber quais são os concursos que valem a pena e que realmente vão te trazer algum retorno e quais são feitos só pra te explorar. No geral quando eu vejo um concurso com regulamento onde todos os participantes (ganhadores ou não) tem que ceder os direitos sobre as artes enviadas eu passo longe, porque de boa fé essa empresa não está agindo.

    Mas acho que só ficar reclamando pra si mesmo não resolve nada. Às vezes a empresa não tem noção de que está fazendo alguma coisa que vai ser mal vista pelos designers/ilustradores/fotógrafos. Eu acho que vale a pena tentar dialogar e tentar achar um meio-termo que agrade a todos os lados.

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  10. Tito Senna

    Opa! Bom ver pessoas que tem opinião pra por na mesa …. infelizmente no design está faltando isso…

    viu manu …. a chama não é tão inexistente assim.

    òtimo post Manu…..FF u too !!!

    bjs!

    http://blogueando.com.br/

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  11. Rodrigo Pinheiro

    Olá, Manu!
    Estou aprendendo e faço parte do Ilustragrupo (isto é, sou um aprendiz lá no meio de um monte de feras existentes no grupo como Hiro Kawahara, Ricardo Antunes, Renato Alarcão, Montalvo Machado e etc…).
    É interessante o seu texto e trás a lembrança de que há realmente concursos culturais dos quais vale a pena participar.
    Mas há outros aí ocorrendo (e agora muito freqüentemente e geralmente) de grandes empresas que toma todos os direitos do criador, não o divulga e nem o paga pelo devido trabalho.
    Vale lembrar dessas arapucas e deixar claro que o participante só perde ao cair nelas, não é?
    Acredito que seria interessante e muito legal um segundo texto que continuasse esse assunto. Como diferenciar um concurso (e outros tipos de oportunidades) realmente culturais e que valem MUITO a pena aproveitar embora não se receba grana para participar dos mesmos. Porém, é apenas uma sugestão minha.
    No mais, valeu por abrir essa discussão.
    Abraços.

    Responder
  12. Lucyano Palheta

    Eu acho que o quê mais incomoda não é tanto a falta de grana nos concursos. Assim como o uno falou acredito que poucos designers usem somente o dinheiro como moeda de troca.. E sobre “amor as ideias”.. Lembro que um professor disse que é quase vital o designer ter seus projetos pessoais em paralelo ao trabalho.. ali você pode soltar todas as boas ideias.. E isso ganhou proporções megas com a disseminação de informação que a internet proporciona.

    Acredito que o que mais incomoda é justamente a banalização da profissão.. É algo bastante parecido com as concorrências que muitas empresas fazem e que quase todo mundo condena.

    Design é um investimento, não um gasto!! Falta essa consciência pra muita gente.

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  13. Renato Menna Barreto

    O problema de 99% desses concursos é que possuem cláusulas abusivas, que dizem que mesmo os trabalhos não premiados serão de propriedade da empresa promotora, não serão devolvidos, etc. Ou seja, eles recebem milhares de idéias, pagam duas ou três e ficam com o resto para o que bem quiserem e os autores nem terão direito ao crédito de suas idéias.

    Além disso, todo bom profissional deve começar na profissão da maneira correta, que é além de aprender a fazer bons trabalhos e ter amor pelo que faz, também aprender a negociar, aprender a valorizar seu trabalho, aprender a não ser explorado, aprender a reconhecer contratos abusivos, etc.

    Quanto à sua comparação com você fazer seu Blog, Manu, acho que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Seu blog é seu, pode lhe render lucros como muitos blogs rendem e ninguém está lucrando com o que você escreve. No caso dos concursos, a idéia fica com eles e eles lucram com sua idéia.

    Escrever um blog contribui para a profissão. Participar de um concurso, não.

    Responder
    • Manu

      Nem como exercício, de desenvolvimento de projeto, apresentação?

      Não tô dizendo aqui que todo concurso é bacana. Tem concurso que não merece nem um clique no link. Mas e se você tiver começando e não tiver portfólio? Só digo que há casos e casos.

      Não acho bom o radicalismo.

      Pois é, aí que tá, a contribuição não precisa ser dinheiro. Designer, pelo menos nas 2 faculdades em que estudei tem MEDO de trocar informação por exemplo. MEDO de compartilhar. Aí vira do contra, por comodismo.

      Nossa, são várias questões, mas a discussão tá boa.

      Responder
  14. Tiago Vargas

    Concursos? É um bom debate.
    Acho que existem concursos interessantes de participar e existem concursos “sangue-suga”, aonde o intuito é sugar as idéias e a criatividade dos participantes.
    Acho válido quando reconhecem o trabalho do designer. Um exemplo de concurso que acho interessante é do MCB, onde o primeiro material a ser feito é um cartaz. Sendo vencedor, além do prêmio que recebe, o vencedor irá cuidar da identidade do evento, terá reconhecimento pelo trabalho e nome divulgado.
    Como disse o João, se for fazer trabalho de graça, faça para uma ONG.

    abraço

    Responder
  15. Karina

    Concordo plenamente com o Uno.. Não me peça pra fazer de graça a única coisa que tenho pra vender.. Certos concursos me fazem imaginar os executivos falando ‘é galera, tivemos que demitir aquele menino que fazia “desing”.. e agora? como vamos fazer aquela “logomarca”?’ ai alguém: “ah tem uma galera que faz design, e po.. acho que se a gente lançasse concurso, eles faria na boa.. são um bando de desesperados! hahahaha” e aí lançam..

    Acho que na parte profissional, precisamos deixar um pouco de lado aquela coisa meio sonhadora de agarrar a idéia com todas as forças.. Deixa isso pra seus projetos! Veja bem se alguém sustenta os filhos assim, sendo somente um sonhador. É preciso colocar os pés no chão e valorizar nossa profissão.. Vê bem se minha faculdade me deu o curso de design de graça só pra divulgar o nome dela? Se eu quiser carregar a marca Osklen estampada, eu pago por isso! É a mesma coisa se a empresa quiser carregar uma marca assinada por mim, então vai ter que pagar! Então.. Acho que é preciso se valorizar.. O designer anda topando tudo e acaba trabalhando como se o design fosse um bico, ou just for fun.

    E também.. Beleza, seu nome fica divulgadinho, mas em menos de 1 mês todo mundo esquece. A empresa precisa ter muita visibilidade pra chegar ao ponto de alguém ir investigar quem fez a marca pra poder querer fazer com você também. E normalmente empresas de grande visibilidade PAGAM designers e projetos de branding. Aí vem Raimundos em 2010 (que eles nem existem) propor isso! QUE divulgação você vai ter? Me diz?

    Na questão de portfolio, acho legal você usar as idéias dos concursos pra desenvolver coisas.. Mas aí, fica pra você e pro seu portfolio.

    Então.. acho que beleza.. participa quem quer.. mas eu não perco um segundo sequer, pois vivo disso! Parto do princípio que meu pai não gastou uma nota na minha faculdade pra eu sair distribuindo favores por aí e empresas pão duras ficarem lucrando em cima disso.. é isso.

    Acho legal abrir essa discussão também!

    Beijos!

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  16. popdesign

    como muitos já disseram, participa quem quer.

    mas acho que é importante a reflexão para que não aconteçam abusos.

    por exemplo, é abuso o pessoal querer os direitos do trabalho de todo mundo que está concorrendo. se eu não ganhar o concurso, estou permitindo que o cara possa usar a minha idéia para qualquer coisa.

    temos que ficar atentos!

    inclusive tem muita gente discutindo esse assunto, vale ver
    http://montalvomachado.com.br/blog/?p=2545 e ver como a galera nas gringas tá se posicionando: http://seenoevillondon.wordpress.com/2010/02/22/dear-sesame-street/

    ainda acho q o pior é a quantidade de gente q trabalha por vale-coxinha podendo ganhar muito mais!

    []s
    giselle

    Responder
  17. Karina

    Esqueci de mencionar a afiliada da TV Globo de Porto Alegre abrindo concurso pra vinheta.. e prêmio? NADA. Ah gente.. o RH se demitiu e a galera da videografia junto? Eu hein!

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  18. janara

    É legal ver as opiniões sobre esse asunto, Manu. Eu não tenho uma opinião só sobre o assunto, acho que cada caso é um caso. Fico meio puta quando empresas multinacionais ou cheias da grana usam desse artifício para conseguir trabalho de graça, como o último caso que eu vi, da RedBull. Nese caso acho que não custa nada mesmo o cara dar um prêmio bacana em grana, ou um macbook pro sonho de consumo de todos. Talvez o nome do cara nem apareça no comercial, e isso é realmente complicado.

    Mas em todo caso é sempre legal levantar essa questão, principalmente com o um texto legal, bem escrito e nãao inflamado como esse aqui.

    Responder
  19. Ana Elisa

    O caso não é fazer porque se está começando, ou participa quem quer. O caso é que o concurso SÓ É MAL OU NÃO REMUNERADO, porque ALGUÉM participa. Se NINGUÉM participasse, ou se isso gerasse apenas uma imagem negativa para a empresa naquilo que você inferioriza como midia, mas que são, bem, os consumidores, o próximo concurso dessa empresa COM CERTEZA teria um prêmio de acordo com a qualidade dos trabalhos inscritos. O que anda acontecendo e tem se tornado preocupante, é que ao invés de contratar, por exemplo, VOCÊ, designer, para produzir um anúncio ou uma estampa ou o que for, a empresa lança o concurso e espera que justamente você, vá lá pimpona e inscreva sua proposta. De graça. Isso não é dar oportunidades a quem começa. Isso é desonestidade. Existe uma diferença muito grande de eu não cobrar uma ilustração de um cliente, como mera manutenção de um relacionamento longo e de confiança, e simplesmente DAR uma ilustração a uma empresa que nunca sequer viu meu portfólio ou cotou preços comigo. Um é bom senso e prática comercial. O outro é burrice.

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  20. Naraiana Peret

    Bom… na verdade o que mais me chateia nestes consursos não é o premio. É a comissão julgadora. Vejo muita porcaria sendo premiada em concursos (tipo a marca nova do TRE) e isso sim é muito prejudicial ao designer. Participa do concurso quem quer, mas os resoltados chegam à todos, aos leigos, que não sabem o que é design e não tem ferramentas para analisar criticamente tal resultado. Concursos muito divulgados, com resultados duvidosos denigrem nossa imagem.

    Responder
  21. Marcus Penna

    Entendo o seu ponto, Manu… mas acho que a coisa é um pouco mais complexa do que ser “radical e proibitivo”.

    Claro, EXISTEM pessoas radicais e proibitivas, e acho que todo mundo já teve o seu próprio momento de revolta “radical”, isso é humano. Só que eu acredito que assim como nem todo trabalho “gratuito” é necessariamente ruim, nem toda revolta é sem sentido (ou radical, pra começo de conversa).

    Dizer “se não quiser, não participe” é meio óbvio. Óbvio que cada um escolhe o que quer, até reagir a assalto pode ser considerado uma escolha (não muito boa, obviamente), mas um pouco de bom senso de quem “já esteve lá” também não faz mal.

    Concursos e até mesmo trabalhos gratuitos tem que ser vantajosos para ambos os lados. Em alguns casos, satisfação pessoal (o dito “se apaixonar pela idéia” como você mesma disse) basta, em outros… bem, não acho que seja o suficiente.

    Como todo mundo bem citou (e acredito que você concorde), cada caso é um caso.

    Um bom exemplo é o caso citado do Sesame Street, achei particularmente interessante na carta linkada a proposta de “concurso”. Seria perfeitamente válido que ao invés do tradicional “essa é a idéia, desenvolva, execute e mande tudo de graça para nós” poderia ser “mande o seu portfolio e um outline da sua proposta, o melhor vai ser contratado para executar o trabalho”.

    ESSA seria uma boa maneira de dar o pontapé inicial na carreira. Dá mais trabalho organizar? Claro, que sim, mas é uma maneira mais digna de dar a tão sonhada “visibilidade”.

    E com alguma sorte não geraria radicalismos e proibições por parte de ninguém.

    abs
    J

    Responder
  22. Montalvo Machado

    Manu,

    O mercado está pior a cada dia graças a ingênuos como você, que se apaixonam por concursos que vão dar lucros para alguma empresa e dar um docinho qualquer para o vencedor.

    Veja como a máquina funciona: Existe uma verba prevista para qualquer projeto que qualquer empresa venha a fazer. Em tempos de crise econômica, marketing de guerrilha, vacas magras, reengenharia, auditoria, enxugamento de contas, e demissões em massa, é claro que os gênios do marketing inventam fórmulas milagrosas para economizar dinheiro para seus patrões, tentando mostrar serviço e garantir seus postos.

    Inventaram a moda dos concursos para enxugar gastos, e deixar de gastar dezenas ou centenas de milhares de reais (ou dólares, euros, etc), usando a paixãozinha ingênua de pessoas como você, que infestam o mercado com vontade de aparecer a qualquer custo.

    “o importante é não ficar parado”, não é?

    Então faça projetos pessoais, viaje na maionese, invente, crie, desenvolva coisas para você mesma, escreva um livro, faça um video, uma exposição, uma balada, um evento multicultural, qualquer coisa, contanto que isto não encha os cofres de empresas que já tem milhões ou bilhões na conta, como o HSBC que fez um concurso picaretasso de fotografia, todo torto e cheio de falhas, só para economizar na verba destinada a propaganda do maior banco do mundo, segundo a vinheta do próprio banco.

    A Microsoft fez 20 anos de Brasil e na hora de fazer um selo comemorativo, ao invés de contratar uma empresa e gastar 50 ou 100 mil reais, fez um concurso e pagou com tranqueiras empoeiradas nos estoques da empresa.

    A Puma promoveu uma ação viral tentando comprar os blogueiros pagando com um par de tênis e uns bonés, e o resultado explodiu como uma bomba na web, na maior propaganda negativa espontânea dos últimos anos. A Puma queimou a cara ao tentar economizar uns trocos.

    O mesmo aconteceu com a Livraria da Vila, e agora com Red Bull.

    Estes gênios do marketing estão queimando o nome de empresas que levaram décadas para construir uma reputação.

    Estão subestimando a capacidade e a inteligência dos profissionais, apontando suas armas para os novatos famintos por um minutinho de fama, mas o que conseguem é uma mancha na imagem corporativa de seus clientes, e esta mancha não desbota.

    Alguém deixou de ganhar dinheiro com estes golpes.

    Algum colega seu, designer, fotógrafo, ilustrador, redator, que depois de estudar por 15 anos, fazer 4 de faculdade, pós-graduação, estágio, etc, conseguiu finalmente montar seu escritório, pagando impostos, montando uma estrutura CARA, com computadores, móveis e funcionários, mais impostos, mais encargos, taxas etc, e perdeu um trabalho para uma empresa safada com um concurso safado, que paga em prêmios safados, usando mão-de-obra gratuita como a sua, que se deixa hipinotizar pelo “vestir a camisa”, na fúria cega de aparecer a qualquer custo.

    Você e todos os ignorantes que se enfileiram para participar de concursos picaretas estão patrocinando do próprio bolso todos os lucros e enxugamentos de gastos de mega-corporações.

    Que coisa inteligente, não?

    O cara passa 20 anos estudando, gastando o dinheiro dos pais, ou dele próprio para terminar a faculdade, para depois financiar com o próprio trabalho o lucro de grandes empresas.

    Um verdadeiro Robin Hood às avessas.

    Que lindinha, ainda vem falar de “vestir a camisa”…

    Se acha que este discurso é só meu e seu, você está novamente enganada.

    Confira o website NoSpec, que entre muitas dicas inteligentes, tem este post que trata com muita inteligência do tema em questão: http://www.no-spec.com/archives/i-wish-i-had-written-this/

    Vai lá escrever o roteiro para o comercial da Red Bull, só pra ganhar a veiculação como pagamento.

    Enquanto isso alguma agência deixou de faturar 100 mil dólares e vai demitir funcionários porque agora ninguém mais precisa deles.

    Basta lançar um concurso picareta, pagar com tapinha nas costas, e pronto.

    Parabéns, Manu, você acabou de contribuir para a demolição do nosso mercado.

    Quero ver como vai pagar suas contas quando começar a competir com mendigos do design que vão fazer de graça tudo que você faz cobrando valores em papel moeda.

    Em tempo, “ouve” é do verbo “ouvir”, e nada tem a ver com “houve” do verbo “haver”.

    O que houve com se apaixonar… etc.

    Com tamanha gafe entre os seus iguais, seu blog não merece uma segunda visita.

    Responder
    • Manu Borghi

      Bom, vamos à resposta que jamais será lida, uma vez que se o blog não merece uma segunda visita, encerramos aqui a discussão.

      Em nenhum momento eu disse que todos os concursos são bons ou maus. Eu sou só contra generalização e radicalismo, e nem ESSA bandeira eu levantei com veemência nesse post. A intenção era apenas levantar a discussão, e satisfeita estou por te-lo feito.

      Uma pena o mercado estar pior por ter gente como eu, que joga debates no ventilador e permite interação entre pares. Eu gostaria que mais pessoas fossem como eu. Você sabe, afim de discutir e produzir diálogos públicos, ao invés de me excluir em meu escritório com minhas certezas ou em listas exclusivas de e-mail.

      Mas nem sempre o diálogo soluciona nada mesmo. Tem um monte de exemplos estampados nos jornais por aí.

      Vou ali pegar um jornal pra me esquentar da chuva com os mendigos e já volto, já que a sabedoria do mundo do design é tão soberana que meu destino já vem pré-estabelecido.

      Continuem os comentários porque eu estou é muito satisfeita.

      Responder
    • Uno de Oliveira

      Montalvo um parênteses sobre o Caligraffiti:

      Somos 6 designers recém formados e um por se formar em faculdades de design gráfico no Rio de Janeiro. Seis do grupo fizeram graduação na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing, e entre muitas matérias especializadas em design e mercadologia, descobrimos que poderíamos falar mais sobre arte, ilustração, vídeo e tecnologia.

      Mas por que falar? Por que escrever?

      Exatamente para despertar algo nas pessoas, seja bom ou ruim. Pode ser um aprendizado, uma dica, uma fonte, um filme… Tudo está incorporado nesse meio! Hoje nos encontramos em um mundo conectado, as pessoas se conhecem virtualmente, trocam informações.

      Informações essas que podem valer por um bom tempo, por uma vida! Leitores que, como nós, acreditam em um dia alcançar objetivos, acreditam em oportunidades.

      Falando sobre seu comentário, eu acredito em boa parte do que escreveu, mas concordo que há uma certa forma ríspida e imparcial sobre o assunto. Como disse o Schaal comentários abaixo do seu, um concurso pode dar certa visibilidade, mas na maioria dos casos é um abuso contra os nossos propósitos.

      E não precisa retwittar o erro de português. Acidentes acontecem… Vc mesmo já deve ter errado algum dia.

      Responder
  23. Schaal

    Quanto a concursos. Eu discordo completamente de concursos que oferecem como premio simplesmente o trabalho e uma promessa de divulgacao. De ALGUM PREMIO. que ele nao seja dinheiro, que seja equipamento, livros, software, algo que valorize o que foi feito. A divulgacao ‘e importante, mas ela vem atrelada ao que se produz e nao ‘e PREMIO. Concursos promovidos por multi-nacionais que tem como premio a promessa de “o seu trabalho numa vitrine” e nada mais, sao engodo puro e completo. Essas empresas tem dinheiro e contatos, podem conseguir premios e apoios de outras empresas para seus concursos.

    Em 2005 eu participei de um concurso mundial de ilustracao promovido pela CGSociety. De mais de 2000 participantes de todo o mundo eu fiquei com o 5 lugar e tive um premio na forma de software original, alem da obvia divulgacao.

    Divulgacao essa serissima e real, que fez com que o trabalho produzido fosse parar em livros de arte, em exposicoes internacionais, abertura de software e promoveu o meu nome como artista por muitos anos e olha que eu nem ganhei o concurso, fui 5 lugar, para lembrar.

    O concurso ‘e levado tao a serio que sao realizados 2 a cada ano com premios em equipamentos de ponta como computadores Dell, colecoes de livro de arte caros, tablets Wacom Cintiq, etc. A participacao ‘e gratuita e aberta ao mundo todo. E todos esses premios vem de sponsors.

    Ou seja ‘e possivel sim, promover concursos serios, que divulguem realmente o trabalho produzido e ainda dar premios reais. Nao precisa ser premio em dinheiro, a meu ver ganhar algo como livros, equipamentos ‘e muito mais interessante.

    O que falta a esses organizadores picaretas daqui ‘e vergonha na cara., porque ‘e muito facil conseguir um monte de “ideias” de graca oferecendo nada. Pode vir coisa boa e coisa muito ruim, mas o risco ‘e “zero”. Na verdade nao ‘e porque a imagem da empresa vai pra lama.

    Responder
    • Eduardo de Sousa

      Adicionando ao que o Schaal apontou, os concursos da CGtalk não são feitos para vender nenhum outro produto que não seja o talento e a capacidade do autor. Não há concursos para vender cintiqs, ou Boxxs, e o tema sempre é conceitual que gera MUITO material MARAVILHOSO e incentivador. Quanto as publicações da CGtalk, os autores tem seus direitos respeitados e ninguém cede direito eterno e gratuito.

      Responder
  24. Igor Martin

    Manu, O problema desses concursos “culturais” que pagam com tapinha nas costas é que nunca param por aí. Nunca é só um concurso. Sempre tem a outra empresa que vê o modelo funcionar e resolve fazer igual. E se designers, ilustradores, e outros profissionais da área continuarem abaixando a cabeça para isso, no final, vai ter gente pagando pra trabalhar. O que já deve existir.

    “Trabalhar pra ganhar dinheiro? Você ainda tá nessa?”

    Essa mentalidade de participa quem quer, só leva ao problema. Eu tenho consciência e não participo. Mas tem sempre quem vai alimentar esse tipo de concurso.
    Você já ouviu a frase “se você não quer fazer de graça, tem quem faça”? Eu já.

    Esse negócio de prêmio não existe. Quando seu projeto é escolhido, e você assina um contrato, virou trabalho e tem que haver remuneração! E se a pessoa fez por prazer, por vestir a camisa do que gosta de produzir, por que não receber por isso? É feio?

    E se o cara quer divulgação, não vai ser com um concurso desses. Ou acham que a empresa vai pegar todos os trabalhos, colocar em exposição e ficar falando bem de cada um deles?

    Eu não acredito nisso.

    Acredito que para se divulgar, um blogspot/wordpress/tumblr/flickr funcione muito melhor. Existem dezenas de artistas nesses sites, é só procurar! Façam amizades por lá, adicione as pessoas, comente o design, a ilustração, projeto gráfico, o que seja. É melhor do que ficar mandando trabalho pra concurso que não paga e ficar esperando reconhecimento.

    Agora por exemplo, pra fazer um trabalho falando de refrigerante, só pra fins de pesquisa, é necessário o estudante enviar esse projeto pra empresa? É necessário participar de um concurso? Ainda mais um que não vai te dar o valor que você merece?

    Não seria legal ele colocar num site, ou blog?

    Se a comunidade de designers/ilustradores (que no fim participam do mesmo mundo) fosse unida, teríamos mais estágios remunerados. E não teríamos artistas sendo dispensados no fim do tempo de estágio para não ter que assinar carteira.

    Ser obrigado a ouvir que a fila anda, é dose.

    Ninguém te dá o valor que você merece, e mesmo assim, Manu, você ainda acha que o artista deve vestir a camisa em prol de uma campanha gratuita? Pra receber um “valeu, campeão, até nunca mais”?

    Se quem sabe mais e entende a mentalidade desses concursos não faz nada para conscientizar o novato que insiste em entrar em barca furada, nossas profissões estão perdidas.

    Sabe, Manu, é um efeito dominó. Cai um, cai outro, e o cara lá no final pensando que tá salvo. Não poderia estar mais enganado.

    Responder
  25. alvaro barata

    Não vejo com bons olhos empresas que promovem esse tipo de concurso.
    Normalmente os resultados são fracos já que bons trabalhos só entrarão se a troca for bem compensadora.

    Isso significara histórico de quem esta por trás do concurso, Imagem no mercado, pesquisa.

    Acho que ninguem que se leve a serio vai ficar entrando em qualquer coisa.

    Leis? sei la. Usemos a web para queimar os espertinhos.Pode ser?
    Que algum blog forneça o histórico dos promotores destes concursos.
    Caligraffiti.

    Responder
  26. Rodolfo

    Não li os comentários acima mas penso que somos profissionais assim como advogados, médicos, engenheiros, etc. Pergunte se algum deles participa de concorrências ou concursos… Grande bobagem. Os concursos são feitos justo para os designers porque são os únicos que se submetem a esse abuso. Poderiam sim ser criados concursos de qualquer natureza, para qualquer (qualquer) ofício, mas não é assim que funciona.
    Caso não existam fins lucrativos da parte de quem promove, considero válido o esforço. Mas gastar repertório, tempo e braço para gerar dinheiro (grana $) para uma empresa é uma baita tolice.
    O profissional da área muitas vezes não é respeitado. Até soa estranho coloca-lo ao lado daqueles cujas profissões são mais ‘tradicionais’. Continuar incentivando a adesão aos concursos não vai mudar nada.

    Responder
  27. Antonio Neto

    Manu, obrigado por colocar este tema em discussão.

    Também sou contra radicalismos e bom… minha humilde opinião é q fica dificil vestir a camisa de concursos feitos por marketeiros safados. E nem precisa conhecer os marketeiros, é só ver as regras dos concursos para ver aonde está a pegadinha.

    Se por exemplo, ficasse explicito que o concurso NÃO permite trabalhos de profissionais da área, então tudo bem! Pq fica claro que a ideia é fazer um concurso com amadores que um dia poderão se tornar profissionais reconhecidos por terem um premio em seu curriculo.

    Eu acho importantissimo amar design, fazer porque gosta (e nunca perder essa chama e acabar enxergando apenas cifroes a cada vez que se abre um software grafico)… mas quando você é profissional, para participar de um concurso é bom que o concurso seja feito para PROFISSIONAIS e que paguem muito bem por isso (aí sim, evitaria problemas como os que estamos vendo hoje em dia no mercado).

    Concursos como o CG Society, são muito válidos e precisa ter muito culhão pra participar, sabendo que muitos profissionais também o farão. E veja, não é um concurso visando apenas lucros, e sim visando uma brincadeira saudavel que pode render coisas muito melhores que dinheiro.

    Então, finalizando, refletindo sobre a frase que o alarcão citou aqui: “Existe o bom grátis e o mau grátis. Tenha sabedoria para diferenciá-los.”

    Mas ultimamente só temos visto os mau grátis… ou você poderia citar alguns que realmente tiveram em sua existencia algo de “bom grátis”? É uma pergunta, não ironia, pq eu realmente não consigo lembrar de nenhum (com exceção do CG Society)

    Responder
    • Manu Borghi

      Hum, vou pesquisar. Eu não sou particularmente fã de concursos, nem a intenção foi que o post se resumisse a eles.

      Mas não consigo pensar em concursos bons. Talvez os livros da Fabrica, na Itália, que são super divulgados, levam os créditos e não ficam eternamente com os direitos da imagem também.

      Vou pesquisar e te respondo direito. ; )

      Responder
  28. Mônica Fuchshuber

    Quando uma pequena empresa faz um concurso cultural, a gente até perdôa. Mas, quando grandes empresas, que tem dinheiro suficiente para PAGAR MUITO BEM por qualquer trabalho, utilizam esse expediente, temos que protestar SIM!.. Elas não passam de umas aproveitadoras.

    Não podemos generalizar, mas também não podemos deixar que nos façam de idiotas.

    Responder
  29. tio .faso

    Manu,

    Tudo bom? Lendo o que você escreveu no post e os seus comentários, parece que você se contradiz um pouco.

    No post você prega o “just for fun – let’s go!” e nos comentários você diz que é bom ter cautela – qual em qual que devemos confiar?

    Assim como o caríssimo Montalvo, que é gente boníssima mas que não agüenta mais ter os calos da profissão pisados, a mensagem que você passou é que devemos abrir mão de todo aquele investimento em faculdade, materiais, cursos e equipamentos pelo amor ao design/ilustração, seja qual for o concurso (pago ou não).

    Acredito o que tenha faltado no seu texto é justamente o que você disse nos comentários: participar de concursos, desde que ele não esteja se aproveitando do criativo.

    Nós criativos (sou designer e dono de empresa) fazemos os nossos próprios trabalhos apenas por prazer, seja rabiscando em nossos sketchs books, criando HQs autorais, fazendo projetos coletivos e tudo mais que o escasso tempo nos permite. E se fazemos algo bom e notável, a divulgação, trabalho e boca-a-boca acontece naturalmente.

    Concursos só é bom quando ambas as partes envolvidas são respeitadas. Se uma está abusando da confiança e credibilidade da outra, trabalhando com mão de obra mascaradamente gratuita, esses sim devem ser execrados e jamais apoiados.

    Um super abraço,

    tio .faso

    Responder
    • Manu Borghi

      É tudo uma questão de interpretação de texto, e é exatamente o padrão de “sempre proibir” e “dizer” não sobre o qual o texto fala…. Se você já leu muito sobre um tipo de opinião, fica com o olhar enrijecido e quando encontra algo que talvez seja levemente destoante, solta os cachorros.

      Enfim…

      Mas em nenhum momento no post eu apoio concursos “sugadores”, direitos de imagem eternos, ou que a pessoas vivam de concursos pro resto da vida. Só digo que existem oportunidades de exercitar o design de cada um, a sua paixão pelo design, através de diversas formas, algumas delas sem recompensa monetária. E nesse argumento os concursos são meros exemplos.

      E já que percebi que cordialidade não é ítem obrigatório como eu imaginava, devo portanto agradece-lo por ter acoleirado seus cachorros. Tem gente que não o faz. Obrigada.

      Responder
      • tio .faso

        Manu,

        Reli seu texto para ver se havia interpretado algo errado. Entendi bem o que você quis dizer sobre “sempre proibir” e peço desculpas se passei a sensação contrária.

        Notei que faltou um pedaço do meu comentário (ma’ bad! – correção em negrito):

        “Assim como o caríssimo Montalvo, que é gente boníssima mas que não agüenta mais ter os calos da profissão pisados, eu também sou mais que contra a concursos que só exploram os mais incautos.. Pelo que entendi a mensagem que você passou é que devemos abrir mão de todo aquele investimento em faculdade, materiais, cursos e equipamentos pelo amor ao design/ilustração, seja qual for o concurso (pago ou não).”

        Eu não faço parte do movimento “sempre proibir” – como já disse, acho que um bom Concurso precisa se respeitar e respeitar quem cria e esse tipo de iniciativa merece ser divulgada.

        A primeira impressão de quem lê o seu texto foi aquela que eu comentei e só depois da quinta leitura que “captei o espírito” da coisa.

        Como você mesma disse, é possível sim fazer boas coisas sem esperar retorno financeiro (como o blog de vocês ou o meu blog pessoal), mas se alguém lê o seu texto sem parar para uma reflexão mais profunda, acha que você está defendendo todo mundo – e sem querer você vira alvo dos gatos escaldados.

        É apenas uma preocupação – um detalhe que pode ter passado despercebido. Depois de tanta barbaridade que vemos por aí, uma posição correta só que não tão explicitada pode ser vítimada.

        Se mais gente como vocês daqui apoiarem e divulgarem o bom design/ilustração, oportunidades de trabalho e eventos como há nesse sidebar, sempre será melhor para todo o conjunto.

        Todo esse episódio será uma lição para todos, afinal um detalhe vai fazer A diferença para quem defende e discorda.

        Um super abraço,

        tio .faso

        Responder
  30. Claudio

    legal. Quando começar a viver com as próprias pernas eu quero ver. Estão jogando o mercado prá baixo, colocando as empresas para ganhar uma puta grana sem te pagar nada. ACORDEM! Banda francesa pegou sua ilutra e tu não cobrou? MAssa. Bando de francês fodido começando não tem grana. OK. Agora, trabalhar de grátis prá grandes conglomerados é BURRICE!
    Eles nunca mais vão querer pagar nada, pq de GRAÇA é mais barato que muito pouco.
    Leiam mais ideias do tipo em:
    Link

    Responder
  31. Montalvo Machado

    A curiosidade matou o gato, e eu voltei para ver onde esta conversa está caminhando.

    Ficou evidente que “jogar no ventilador” pode respingar descontroladamente, fazendo um estrago danado.

    É preciso ser responsável pelas próprias palavras, conhecer muito bem o assunto, ou pelo menos pensar nas consequências, pesquisar e sustentar o que se escreve.

    Manu, como o Faso, eu também li e reli seu texto diversas vezes, mas isto só me fez confirmar a primeira impressão: Você começa reclamando das reclamações, o que é um contrasenso, e defende claramente os concursos como prática saudável:

    Então se você tem tempo, quer praticar a sua arte afim de se tornar um profissional melhor e participar de um concurso que não vai te pagar fortunas… Por que não? Cada projeto é uma experiência nova, e aí está o valor.

    Você incentiva a todos irem anualmente ao TMDG, como se fosse ali na esquina, basta querer e pronto.

    Legal saber que o “dinheiro vem”, basta acreditar e pronto. Nossa, que revelação! Você vai no caixa eletrônico e PLIM! olha lá, apareceu a grana!

    Eu tenho 26 anos de carreira, e ainda não aprendi este truque. E olha que eu acredito MUITO no meu taco. Eu aposto alto na minha carreira, mas mesmo assim o dinheiro não “vem”, só porque acreditar, e muito menos por apostar meu tempo e expertise em concursos fajutos.

    Sejamos francos, seu texto é superficial, falta sustentação, fatos concretos, estudo, embasamento e exemplos para servir positivamente a quem quer que seja.

    Você queria causar, e causou.

    Agora precisa correr atrás do prejuízo, e eu vou te ajudar citando alguns concursos decentes, como já fez o Schaal, indicando os contests internacionais.

    A Revista Ilustrar provou para todos que é possível fazer um concurso honesto, que promova os ilustradores sem roubar deles os direitos de uso de suas imagens, e pagando com um produto com valor verdadeiro, sólido e útil: uma tablet Wacom Intuos 4 novinha.

    Confira o vencedor na capa da edição número 11 em: http://www.revistailustrar.com/download.html

    Neste link você pode ver o contest da CGSociety no qual o Schaal foi premiado com um software de 3D, sendo o 5º runner up, ou seja, havia ótimos prêmios para pelo menos uma dúzia de finalistas: http://features.cgsociety.org/challenge/masterandservant/ .

    Repare a lista de patrocinadores, que fazem dos diversos contests eventos viáveis, cobiçados por artistas do mundo inteiro, e com prêmios excelentes.

    Não estamos falando de prêmio em dinheiro, reparou?

    Nem de campanhas publicitárias travestidas de concurso, como as que citei no outro comentário.

    Agora o que dizer do concurso da Red Bull, onde o panaca que ganhar recebe a veiculação como prêmio?

    É a drag queen dos concursos safados.

    Estes canalhas estão dando um tremendo golpe, pescando talentos, oferecendo um anzol sem minhoca para eles.

    O prêmio é NADA, absolutamente NADA.

    Isto jamais deveria ser incentivado, não há o que se salve nele, porque é um câncer mercadológico.

    Quem quer concorrer a um câncer?

    Eles tem milhões de verba para veiculação, investem em todas as mídias possíveis e imagináveis, mas algum espertalhão resolveu fazer tudo de graça, pagando com NADA, e tem centenas de panacas enviando seus trabalhos, quando deveriam investir seu tempo em projetos pessoais, portfolio, demo-reel ou estudos.

    Manu, você plantou o vento está colhendo a tempestade.

    Não há do que reclamar, você mexeu num vespeiro, e o melhor que poderia fazer é reescrever seu texto de forma a adequar o conteúdo do post a realidade.

    Os comentários dos seus colegas, amigáveis ou não, te deram uma visão mais realista sobre este tema, e acho que você já entendeu um pouco mais sobre os mecanismos dos concursos e seus motivos, implícitos ou explícitos.

    Concordamos que nem todo concurso é ruim, apenas os que usam os inscritos para roubar seus direitos autorais e obter vantagens financeiras sem pagar o equivalente ao que gastariam em uma campanha publicitária normal, mas isto não está escrito no seu texto.

    Parafraseando o Alarcão:
    Concurso é concurso. Golpe é golpe.

    Enquanto este conceito, dividindo os concursos em categorias opostas não ficar muito claro no seu post, você vai continuar na mira dos seus colegas de profissão, simplesmente porque você jogou o que não devia no ventilador.

    Eu fiz o mesmo no meu blog, com um pouco mais de cuidado: http://montalvomachado.com.br/blog/?p=2720

    Abraços e melhor sorte da próxima vez.

    Montalvo

    Responder
    • Manu Borghi

      Desculpa, mas o texto é meu, e é definitivo. Pois eu não estou agui pra guiar geração de profissionais nenhuma, como você disse no seu blog, linkado no seu comentário. Essa é a minha voz e não é porque alguém veio aqui discordar que eu vou alterá-la. Até porque eu não discordo de você, apesar de achar desnecessariamente agressivas e exaltadas as suas respostas. E não é uma bomba na trincheira, porque profissional que confia no seu taco não vive em trincheira. Vai logo pro front e não fica remoendo rancor pelo que é diferente dos seus ideais.

      A solução pro problema não é vir aqui e criar um escarcéu pessoal e direcionado, porque isso sim é criar rebuliço em trincheira. Não sou eu quem cria os concursos, não estou aqui pra falar quem deve e quem não deve se inscrever, e muito menos acho que cabe a mim dizer o que é certo e errado na opinião dos outros. Eu falo aqui o que acho, sem pretensões, e com o passar do tempo, quem gostar do que eu tenho a dizer continua lendo. Se não gostar não precisa mesmo ler de novo. É simples. Mas me disseram que é o que acontece com quem dá a cara a tapa. Bom, se eu precisar de uns tapas pra sacudir os outros, tudo bem. E você é bem vindo por aqui quando quiser, pra saber o que acontece com a nova geração que está se apressando pro fundo do poço. Porque se isso estiver realmente acontecendo, é uma mudança. E sabe como é, temos que acompanhar as mudanças se quisermos direcioná-las. Mas ir contra nunca dá certo.

      Mas ok. Então estamos estabelecidos, você tem uma opinião sobre os concursos, aparentemente sobre mim, sem mesmo me conhecer e sobre esse blog. E isso é absoluto. Pra que então eu mudaria meu texto?

      Responder
      • Montalvo Machado

        Este tema se tornou uma questão de honra pra você, e não será argumentação nem bom senso que farão você ter a coragem de admitir o erro, voltar atrás e corrigir a mancada.

        Então vai nessa, erre com convicção.

        Responder
  32. Manu Borghi

    E já que eu estou ajudando na destruição do design nacional, eu quero dar palestras, participar de congressos internacionais, sair na Playboy! Porque eu devo ser realmente importante.

    Ora bolas.

    E não, eu não acho que design seja uma piada. O meu post é apenas uma voz, assim como a voz de cada um que veio aqui dar a sua opinião. A nossa intenção com o Caligraffiti é justamente essa, trocar informações e opiniões. Portanto obrigada a todos que vieram aqui falar.

    Esse texto, assim como todos os comentários, teve mil visitas só ontem. E se debater o assunto não for bom, eu não sei o que é. Como saber o que pensam os outros se não ouvirmos? De que serve um blog onde se fala sozinho?

    Obrigada mais uma vez.

    Responder
    • Jorge A.

      Isto lá é uma grande verdade… Apesar de eu concordar com o ponto de vista dele, e não do da autora do post, ele realmente é um grande mané…

      Responder
  33. Ana Elisa

    Manu e Uno,
    também me formei na ESPM, há 8 anos, e trabalho com design e ilustração (desde meu primeiro freelazinho) há 10 anos. Não são os 20 e tantos do Montalvo, mas nesses 10 anos já passei por muitas fases, inclusive a fase do “cobro nada ou cobro barato porque estou começando”. Hoje vejo as roubadas em que me enfiei. Quando saí da faculdade, não proliferavam concursos picaretas como hoje. Havia sim clientes picaretas, como ainda há hoje. A proposta de divulgação em troca de trabalho feita pelo concurso é a mesma feita pelo cliente safado. E a roubada é igual. Cliente ruim só te indica para cliente ruim, e aprendi isso a duras penas. E concurso ruim não te dá o tipo de visibilidade que o iniciante quer. Quando alguém descobre que você, profissional formado, aceita trabalhar por pouco ou por nada, o que isso diz do seu trabalho e da confiança que você tem nele? Mostra que você não valoriza seus anos de estudo e o tempo dedicado à execução do job. Eu precisei pastar por cinco anos até aprender a largar os clientes ruins, recusar propostas ignorantes e concursos mequetrefes, para perceber os bons clientes se aproximando. Aqueles que valorizam meu trabalho da mesma forma que EU valorizo. Como muitos disseram aqui, há meios mais rápidos e mais nobres de se ter visibilidade, e o primeiro passo é ter um bom trabalho para mostrar, e isso se consegue com projetos pessoais, muita produção e muito estudo. 90% dos meus novos clientes aparecem por indicação de bons e fiéis clientes que valorizam e confiam em meu trabalho. O que pode ter gerado mal estar foi justamente o fato de vocês estarem no começo e falando com conhecimento de causa. É preciso sim tomar cuidado com o que se escreve por aí, pois nunca se sabe o tamanho da influência que se tem. Compreendo a fúria do Montalvo, ainda que tenha sido um pouco mal direcionada. É fácil perder as estribeiras quando se está tentando com tanta força melhorar o mercado de uma classe, e se percebe que a maioria ainda não compreende como a situação está se deteriorando e qual é nosso papel nisso. Ignore os ataques pessoais e guarde para você os conselhos de quem tem chão e experiência e sabe do que está falando (Montalvo, Alarcão, Schaal, entre outros). Não sei quão recém-formados vocês são, mas comecem suas carreiras com o pé direito, sendo contra a exploração de seus talentos e a ruína de nosso mercado. Enquanto meia dúzia continuarem virando as costas ou participando de concursos picaretas, concorrências especulativas e qualquer espécie de trabalho que não tenha uma remuneração justa, vai ser cada vez mais difícil para mim e para você montarmos uma boa carteira de clientes que paguem nosso aluguel, nosso supermercado e a escola de nossos futuros filhos. Pense nisso. Respire fundo, não sinta raiva e apenas medite a respeito. Abraços e boa sorte.

    Responder
  34. Eduardo Rocha

    O Montalvo não “se acha” se isso é tradução para arrogância. A veemência do cara tem fundamento. Ele VIVE de ilustração e, sem entrar no raso mérito dicotômico do certo e errado, vamos a algumas coisas. O cara é gente FINÍSSIMA e está discutindo um tema sério. Manu, a palavra toca, o exemplo arrasta. Está começando a haver uma verdadeira CRUZADA contra as concorrências, contra o “vamos ver” conta os concursos que somente sugam e não servem de nada que não seja tripudiar nos incautos e enxer o bolso dos promotores e essa cruzada está fortíssima na Europa, simplesmente pq tem de ser realmente forte mesmo, na educação e bons constumes, mas as tintas tem de ser fortes pq existe sim, um risco aos profissionais e a profissão.

    Não sou ilustrador, sou designer com quase 20 anos de experiência e trabalho na parte técnica de finalização/produção. Gosto de ilustração e vejo que o Montalvo tem total razão, e você também, mas cada um em um lado da equação. Existe sim, o livre arbítrio, cada um faz o que bem entende, MAS É BOM SABER E ADMITIR O QUE FAZ e quando alguém aceita participar de um concurso como o da Red Bull, mancha, desabona o semelhante e depõe contra a profissão, pois o descrédito com o qual a profissão é tratada não vai sumir enquanto não se der o valor devido e vale a máxima, enquanto houver platéia, haverá o circo.

    Quem investe na carreira, vive dela, a ama, acaba se exaltando e, neste caso, com razão. Vá ao site do Montalvo, dê uma olhada, além de gente fina é um camarada sério e muito profissional.

    Discorde dele, mas pense, faça um exame das suas convicções e veja, nos EUA, por exemplo, onde a profissão de ilustrador tem uma baita tradição, iniciativas e empresas má intencionadas não vingam, lá as pessoas se unem e brigam. Herdamos uma subserviência incômoda da geração passada e é impressionante o que nos acostumamos a viver, inclusive a trabalhar e concorrer e ganhar nada com isto.

    Cordialmente, na total humildade,

    Grande abraço

    Eduardo Rocha

    Responder
  35. Rafa Nunes

    muito bom o que você disse, Ana Elisa! Sobre o Montalvo, ele pode ser bastante exaltado, mas ele tem plena razão. Ouça o que esse cara fala, porque é valioso! Minha experiência como ilustrador profissional é de 2 anos e pouco, mas já foi o suficiente pra perceber que que for pra trabalhar só por trabalhar, trabalho nos meus próprios projetos, que pelo menos não ganho nada, mas faço algo que eu realmente queria fazer. E realmente, trabalhar pra bandinha francesa de pouco nome é uma coisa, trabalhar para megacorporações é outra coisa totalmente diferente. Eles têm que respeitar os fornecedores! Já trabahei para empresas grandes pra caramba que me exploravam até a última gota e pra lugares pequenos pra caramba, porém honestos e sinceros.

    Mas…no fim, cabe a você medir isso tudo, é claro! Mas ouça esse pessoal, eles são tão bons profissionais como ilustradores. Sério.

    Responder
  36. Montalvo Machado

    Veja só como o comportamento humano é interessante: se eu estivesse promovendo um concurso para usar o tempo, o talento e o trabalho de vocês, oferecendo NADA além da veiculação eu seria um herói, quando na verdade estaria roubando a todos.

    Quando eu tento alertar sobre este roubo, procurando fazer com que cada um ganhe honesta e dignamente o seu próprio dinheiro, eu viro o inimigo público número um.

    Em um mundo ideal, nada disto seria necessário, porque cada um saberia cuidar bem do que é seu, saberia avaliar, quantificar e respeitar o próprio investimento na carreira, e conseguiria evitar o desastre profissional que é dar de graça a única coisa que se tem para vender.

    Infelizmente estamos bem longe desta realidade.

    Felizmente há muitos que enxergam o buraco e dão a volta ao redor dele, enquanto outros, mesmo avisados, se jogam para ver se é fundo mesmo.

    Aos que enxergam o buraco, parabéns e obrigado.

    Responder
    • Diggs

      Montalvo, como diria o Racionais : “Não joga pérola pros ‘porco’, irmão. Joga ‘lavage’!”

      Quem conhece o montalvo pessoalmente, sabe que ele não é nada dessa fera que aparenta online. É, sinceramente, uma das pessoas mais gentis que conheci.

      Chega desta discussão que ninguém vai chegar a lugar algum.

      Responder
  37. Anonymous

    Eu não concordo com o a Manu em relação aos concursos.
    Concordo com o Montalvo, também sou ilustrador, MAS… acho um pouco agressivo a forma em que a idéia dele é colocada.
    A Manu parece ser inteligente, entenderia o ponto de vista dos Ilustardores e Designers com uma boa conversa, não precisa ser excluída da “sociedade” e também não concordo que o Blog dela não mereça outras visitas por ter colocado um post desses .
    É óbvio a idéia de que concursos assim destroem o mercado, mas para quem está começando não é tão óbvio assim.
    A idéia de ter seu trabalho conhecido muitas vezes pesa mais na galera que está em início de carreira. Errado ou não, pesa! Até mesmo pelo fato do iniciante precisar ter uma certeza ou reconhecimento “profissional”.
    Se fosse tão óbvio isso, não teria tanta gente participando desses concursos.
    Manu, realmente esse tipo de concurso acaba com o mercado e a qualidade dos profissionais… isso é fato e parece que a maioria dos comentários aqui entendem isso.
    Mas eu entendo o seu ponto de vista e o porque você colocou esse post.
    Entenda que faz mal ao mercado e a você mesma…
    Montalvo, acho que você poderia ser menos agressivo, argumente sim, claro, quem está começando tem que saber o que pensam e o que já passaram os profissionais com mais tempo de estrada e que definitivamente vivem do desenho, design… ou o que vcs preferirem como definição, mas com sabedoria e cautela nas palavras.
    Abç.

    Responder
  38. Antonio

    ou, sério.

    Esse montalvo, vou te contar viu.

    O cara ganha A MAIOR PUBLICIDADE na internet brigando pelos supostos “direitos dos ilustradores”. já repararam?

    Vem botando banca de fodão em todas as discussoes assim na internet.

    QUALQUER bobagem que esse individuo disser, vai ser aplaudida e afirmada por toodos seus fãs, (em sua grande marioria, não todos) ilustradores ainda em processo de formação, completamente influenciáveis.

    E AI DO ILUSTRADOR QUE FOR CONTRA.

    Vai ser pinchado, apedrejado em praça pública.

    Em todo lugar da internet que existe uma brecha, lá vem o montalvo e seus seguidores fiéis do twitter, igual o INRI cristo e as inrizetes.

    Ele aproveita toda e qualquer opinião que seja diferente da sua pra chegar apedrejando e formanto uma imensa discussão, que como disse a Manu, gera mil acessos diários.

    Aí todo mundo vai querer saber quem é quem. E assim ele mantem sua publicidade constante, com um bônus da criação da imagem de Herói, defensor dos pobres ilustradores oprimidos.

    Aahh, pro diabo.

    O cara tá aí, tirando proveito da situação com publicidade, sendo completamente RUDE e agressivo denecessariamente, e ainda pagando de salvador da pátria.

    Ainda escreve um ultimo post RIDíCULO, se fazendo de vítima. isso sim é motivo de chacota. Eu Trabalho com ilustração a quase 18 anos e vendo uma palhaçada dessas todos os dias, sempre relacionada ao montalvo e a panelinha da SIB, e penso o porque de ilustradores serem assim, tão idiotas.

    Responder
  39. Rogério Oliveira

    Que debate hein? não esperava tudo isso…

    Esqueci de mencionar que já participei de alguns concursos… e ganhei dois deles.
    Já ganhei uma Scooter da Globo.com e um MacBook da Editora Europa. E ano passado eu com mais 3 amigos fomos selecionados no concurso do Cartaz do Museu da Casa Brasileira. ou seja, alguns concursos valem a pena SIM. Eu disse alguns, esse da Redbull e dos Raimundos, não são motivantes não.

    Responder
  40. Carlos Navarro

    Concurso sempre foi uma forma de tentar simpatizar e angariar novos usuários, além de fixar e fidelizar a marca de um produto. Puro marketing, correto? Parece que hoje as próprias empresas desconhecem esse princípio. Me lembro dos concursos que vc desenhava e ganhava prêmios legais: um amigo meu foi pra Disney colorindo um desenho!!! Já ganhei um monstro enorme de pelúcia, com uma frase “criativa” minha.

    Tempos mais recentes as coisas começaram a ficar estranhas: pra se “ganhar” um brinde, vc compra o produto e paga alguns reais a mais para “ganhar” e levar pra casa o seu brinde… Não entendo isso – ou melhor entendo muito bem, o medo que as empresas têm de terem prejuízo com uma promoção. Depois veio a era da web 2.0 onde o usuário deseja e informa como gostaria que a empresa fosse pra ele. Nesse raciocínio, justificou-se essa moleza de pedir pro público fazer o que os publicitários e marketeiros são muito bem pagos pra desenvolver: criar uma linguagem direta com o seu público, através de filmes, vídeos etc. Daí pro abuso e pra ilusão é um passo curto.

    …..

    Tá bom, vou fazer uma ideia pra Red Bull ou pra qqer outra marca e SE EU ganhar, tenho meus 15 minutos de fama, e SE alguém me notar, me contrata. Aí eu vou me arrumar!! Todos querem se arrumar. Mas o gargalo é tão fino que UM em milhares PODE (e isso não é garantido) se dar bem.

    Então aonde se encaixa o princípio da promocão, que é “tentar simpatizar e angariar novos usuários, além de fixar e fidelizar a marca de um produto”? Não me sinto mais simpatizado pela marca, com um concurso desses. Não serei um novo usuário nem fiel à marca por tão pouco.

    Concurso, pra mim, é esse do calhambeque do Roberto Carlos e mais um milhão de reais!!! A gente fareja de longe que eles querem manter o bom nome da empresa dando algo que desejamos, e de quebra, um dinheirinho pra sair do vermelho…
    E vão ganhar muito nisso, com certeza! Então por que eu vou dar de mão beijada uma ideia pra se, caso ganhar, aparecer na tv e eu ficar no ora veja?? Eles que se esforcem pra me conquistar, que sou caro, e não dependo deles – eles é que dependem da gente!!

    (esqueci de assinar: Carlos Navarro)

    Responder
  41. Montalvo Machado

    Eu li todos os comentários, e vejo que há um certo consenso em termos gerais.

    Parte deste consenso é que eu acertei no conteúdo e errei na forma de expor as minhas ideias.

    Eu cobrei coragem da Manu para admitir seus erros, e seria injusto não cobrar isto de mim mesmo.

    A minha intenção é a melhor possível, que todos possam viver da criação de imagens, seja no design, ilustração, fotografia, enfim.

    Tudo fica muito mais difícil quando temos que combater nossos próprios colegas, como se não bastasse lutar contra as práticas desleais das mega corporações.

    Quando ocorre um fato como este post, eu me inflamo, porque vejo o quanto falta para alcançarmos uma mínima coesão, um corporativismo saudável, onde todos possam se ajudar mutuamente, evitando práticas predatórias contra si mesmo e contra seus pares.

    Isto me enfurece, e eu costumo carregar nas tintas. Há maneiras melhores de dizer o mesmo, mas eu não sei como. Este é o meu erro.

    Talvez seja difícil compreender uma boa intenção por trás de uma explosão de raiva, mas certo ou errado, eu tenho meus motivos.

    É um remédio amargo, que eu também não gosto, mas a doença é muito pior.

    Um dia os que fazem fila para participar destes concursos predatórios vão perceber que foram usados, roubados e trapaceados.

    É uma questão de tempo até a ficha cair, e conclusão óbvia, talvez tardia, é que pioraram as próprias negociações, quando mais precisarem de dinheiro.

    E vão lembrar deste flame war.

    Responder
  42. Antonio

    “Tudo fica muito mais difícil quando temos que combater nossos próprios colegas, como se não bastasse lutar contra as práticas desleais das mega corporações.”

    poooobre montalvo.

    tão valente, tão bravo, nessa luta solitária…

    Responder
  43. Benites

    O Antonio tá com invejinha das “INRIzetes” do Montalvo.

    De qualquer modo, acho que o Montalvo tem razão em ficar puto, porque eu fico puto, e a maioria dos comentários desse post não seriam a favor dele, e contra esses “concursos predatórios”, se a galera gostasse da idéia de dar o sangue e receber cuspe dos outros.

    Ainda bem que Antonio com seus 18 anos de experiência não precisa se preocupar com isso. Porque então não virar a cara pra prancheta, continuar trabalhando, e deixar a discussão pros interessados? Afinal, se isso não incomoda, não deveria gerar comentário tão inflamado quanto os do Montalvo.

    Responder
  44. Antonio

    Só acho ridículo ver isso todo dia, cara.
    É chatinho. Todo canto da internet, mesmo bate boca, mesmo montalvo lá, mesmos argumentos cansativos.

    E tudo que eu queria eram minhas INRIzetes. Imagina? apoio em massa nos bate-bocas desse mundinhozinho fechado de ilustradores e designers do ego inchado.

    E bota ego nisso.

    Responder
  45. Felipe

    Antonio,
    Senti um pouco de inveja nesse teu post.Não és coerente ao atacar um colega de profissão teu que defende um ponto de vista importante para a função do trabalho que vc tb diz ter experiencia.
    Não acho que seja dificil “enxergar” a picaretagem,uma verdadeira sabotagem.De alguma forma a cara de pau ganhou da vergonha e a brilhante idéia de “matar 2 coelhos com uma paulada só” se tornou apresentavel. Um concurso como esse é um sanguessuga que rouba talento,trabalho e dinheiro.Cabacinhos que caem nessa são inocentes desavisados que não puderam olhar longe ao horizonte da jornada em sua carreira.
    Quando voce ta perdendo tempo reclamando da publicidade do Montalvo,só dá mais publicidade para ele( o que acho que aumenta sua inveja)

    Ouvir a experiencia dos mestres é legal e faz bem.É chato ouvir conselho,entra por um ouvido e sai por outro.Talvez só a patada na cara resolve,na dor e no sangue.Mas um bom conselho as vezes faz a gente pensar,refletir.Vamos nos desprender do egoismo.Para que responder a essa discussão de uma maneira pessoal,ofensiva aos outros??(seria medo?insegurança?)Porque não respondemos de uma visão geral,como um todo,como união?Não vamos longe sozinhos….
    Penso que,os avisados e insistentes são estupidos.E amam mais o brilho da estrela do que o suor desprendido,talvez por isso não deem tanto valor assim ao que fazem,mas o fazem por gostar do ‘status’,por brincar de ser ‘artista’.Alguem que não percebe que está aumentando o buraco da cueca….

    Responder
  46. Anonymous

    Ilustres Ilustradores…
    Novamente vou postar aqui.
    Sou ilustrador profissional, mas prefiro não colocar meu nome para evitar possíveis julgamentos.
    Como escrevi anteriormente, a idéia principal do Post da MANU já foi colocada, esclarecida por profissionais e ponto.
    Montalvo, achei legal você reconhecer que seus comentários foram inflamados e talvez passando uma fúria muito maior da que realmente queria, mas, em minha modesta opinião, acho que ela deveria ler a palavra “desculpas”, independente de sua intenção nos comentários.
    Acho que nós Ilustradores devemos desculpas a Manu pela forma em que o Blog dela foi atacado, de forma desnecessária.
    Por mais razão que temos sobre o assunto “Concursos”, devemos esclarecer as pessoas da melhor forma possível, não julgar… enfim… isso também já foi colocado por mim anteriormente.
    Acho também muito desnecessário ilustradores ou Designers ficarem cantando que fizeram tais trabalhos, que participaram de tantos concursos e que atendem clientes de renome. Pouco importa.
    Antonio, discordo de você, o mundo dos ilustradores é fechado sim, mas é fechado por culpa deles próprios, a SIB na minha opinião é um movimento importante, é uma forma de classificar, posicionar e defender a profissão. Vários artistas fazem parte desse movimento, inclusive o Montalvo, independente da qualidade artística dele, independente se você gosta dele ou se o ego dele também é inchado. Pelo que vejo, veste a camisa da profissão e a defende. Acho que você vive em um mundo mais fechado do que os ilustradores filiados a SIB. Eu não faço parte da SIB, mas deveria fazer, erro meu(Eu também vivo fechado, quem sabe depois dessa discussão toda eu também me aproxime dos Ilustradores e da SIB).
    Sim, o mundo “Design” no Brasil tem ego inchado. E sinceramente, 90% dele.
    Manu, imagine se seu Blog não merecesse uma segunda visita hein???
    Assinarei como: “Oculto”.

    Responder
      • tio .faso

        Manu,

        Li todos os comentários, contra e a favor, opinei e tudo mais que poderia ser feito, mas tenho que destacar o seguinte: você deve estar magoada com alguns comentários (eu estaria se estivesse na sua posição).

        O Montalvo apareceu aqui novamente e admitiu sua culpa no angú, mas a senhora tem se mantido em uma posição defensiva que só vai gerar mais e mais ruído. Será que é difícil abrir um pouco a mão e assumir o mea culpa também?

        Sei que blog não é uma democracia – aliás é uma mini ditadura onde o soberano é o autor do blog. É preciso ter muito jogo de cintura para lidar com as coisas boas e ruins que surgem em comentários e trackbacks.

        Pense em tudo o que ocorreu aqui como uma bela lição. Abra a mente e o coração e aproveite algo de bom de tudo isso.

        Um super abraço,

        tio .faso

        Responder
  47. Carla Matheus

    Não vale uma segunda visita, mas três ou quatro, pq não? né?!

    Incrível assistir ao descontrole das pessoas – auto-promoção ou ingenuidade? – talvez 26 anos de experiência não tenham sido bastante. Meu caro, sinto muito, mas vc não vai salvar o mundo através de comentários mal-educados.

    Achei o post da Manu muito infeliz também, mas opinião cada um tem a sua e se opiniões controversas fazem pensar sobre o assunto, estamos no lucro né?

    Eu sinceramente, acho um absurdo esse modo de falar, tanto tempo de profissão deveria ter somado mais tato e maneiras melhores de expor sua opinião sr. Montalvo. Sinceramente, ver um profisisonal se impor desse jeito, agressivo, querendo desbancar uma opinião atirando pra todos os lados (criticar erro de português? o que isso tem a ver com o assunto?) me deixa muito mais desanimada com a profissão do que a opinião de uma pessoa, NO BLOG DELA, que seja contrária a minha.

    Responder
  48. Benites

    O sangue de todo mundo esquenta quando apedrejam a opinião, justamente porque colocamos o corpo na frente da idéia. Tanto a Manu quanto o Montalvo, ou até mesmo eu, nos exaltamos porque obviamente ninguém apoia (ou defende) a postura alheia, mas parece que todo mundo compartilha num aspecto geral a IDÉIA. E ela evaporou no meio da batalha de egos aqui.

    A idéia é de que todo mundo concorda que há concursos predatórios, que são péssimos como o da Red Bull, e há concursos que valem a pena se interessar, como o da CGTalk. No fundo, aquilo que o Montalvo disse, por baixo de todo o verniz raivoso, está correto porque ninguém quer trabalhar de graça. É simples.

    Ele deu uma chapuletada na galera, a galera chapuletou ele de volta, e depois da troca de tapas alguém aqui ainda tem mais algo a acrescentar ã idéia?

    Responder
  49. Antonio Neto

    Galera, acho que essa discussão está distoando do assunto principal que já está mais do que resolvido.

    O Montalvo é um cara extremamente genti boa, não acho que ele é um dom quixote solitário e nem que pensa em publicidade quando faz seus comentarios inflamados. Ele tem a sua experiencia, viveu uma epoca que a nova geração não viveu, quando ilustradores e designer eram muito mais valorizados e bem pagos, e ver isso ir para o fundo do poço é desesperador as vezes. Mas é por pessoas que nem ele, e o grupo da SIB, que hoje temos figuras a quem recorrer, acessíveis e dispostos a tentar mudar o rumo que as coisas estão tomando. Sem eles não teriamos o ilustragrupo, nem o guia do ilustrador, e muito menos eventos como o Bistecão.
    Se tem alguém que joga no ventilador como ninguém, é o Montalvo. As vezes acerta, as vezes erra… enfim… mas é uma figura essencial que existe para nos alertar de coisas que podem sim nos afundar mais um pouquinho no buraco.

    Manu, já ficou claro que você concorda com os pontos de vista em relação a concursos, só não ficou claro no post e é por isso que veio essa discussão toda. Uma simples nota, já arrumaria todo esse MAL ENTENDIDO que virou essa discussão. Não há porque haver brigas e se você consegue não ser inflamada como quem a critica, haja como tal e deixe um pouco a defensiva, não há o que ganhar com isso.

    Ilustradores e Designers possuem ego inflado sim, mas não adianta nada se ficarmos batendo apenas uns nos outros, temos que nos unir e dar uns tapas em quem merece… como os organizadores desses concursos predátorios.

    Vamos todos ficar na paz pessoal…

    Responder
  50. Montalvo Machado

    Caros todos,

    Analisando a situação, estamos todos falando de diversos erros.

    Eu errei ao pesar nas palavras, já admiti isto, e todos sabem o quanto é difícil juntar coragem e dizer isto publicamente.

    Não teria problemas em me desculpar, se estivesse errado no meu propósito, o que não é o caso, eu errei na forma, mas não no conteúdo.

    Concordamos todos que erraram os que promoveram concursos mal intencionados, e os que se deixaram levar por eles.

    A abordagem do tema pela Manu também não foi clara, eu reagi em excesso e deu nisto.

    Errou quem disse que faço parte da SIB. Eu ajudei na criação da entidade, nada mais.

    Não poderia ter errado mais longe quem disse que vivemos fechados e isolados.

    Nos últimos anos se formaram diversos encontros de ilustradores, desenhistas e cartunistas, de Norte a Sul do país, que sempre recebem de braços abertos os que estão começando agora.

    De maratonas de desenho na rua a cervejadas, pizzadas e reuniões informais, só quem já participou destes encontros sabe o que estou dizendo. E nada disto é hermético, secreto ou panelinha. Qualquer um é bem-vindo.

    Em 4 anos já recebi mais de 150 pessoas no meu estúdio, em oficinas, workshops e palestras. Cada uma delas saiu satisfeita, encontrou a informação que procurava, além da forte amizade que se criou.

    O mesmo aconteceu em faculdades em diversos estados em que fui convidado a apresentar estes mesmos workshops, onde pude compartilhar algum conhecimento e plantar algumas boas sementes, na esperança de que um dia o mercado de design, ilustração e fotografia seja melhor, mais remunerado e respeitado.

    Enquanto os trotes nas faculdades se tornam cada vez mais violentos fisicamente e humilhantes psicologicamente, os ilustradores veteranos acolhem os novatos com workshops, encontros, festas, documentos e revistas em PDF gratuitos e de alta qualidade.

    Dos ilustradores como coletivo, não há o que reclamar, estamos vivendo o melhor momento da nossa história, apesar de enfrentar também as maiores dificuldades.

    A minha atitude é pessoal, e eu falo apenas por mim. A minha intenção é a melhor, e faço isto pelos outros, quando deveria mesmo estar fechado e isolado, cuidando de mim mesmo.

    Estou contribuindo com o que posso, da forma que posso.

    Humanamente como todos, cometo meus erros.

    E alguns acertos.

    Responder
    • Manu Borghi

      Fica quase difícil de acompanhar tantos comentários. Mas vou responder à vc, Montalvo, porque…digamos que você tenha sido mais direto.

      Entendo a exaltação e entendo que sem me conhecer lendo o post, pode-se se chegar a diferentes conclusões. Espero que no decorrer dos comentários eu tenha sido mais clara. Mas é por isso que nós abrimos a porta para você aqui sempre que quiser entrar na polêmica, porque polêmica é bom de vez em quando. Que nem os concursos. (brincadeirinha)

      Só peço que na hora da volta, mantenha esse cuidado com as palavras. Fico imaginando um iniciante, que estava pensando em mandar o portifólio pra você “dar uma opinião”, lendo isso. Eu ficaria com medo. E por mais que o mercado esteja talvez saturado, todos vamos nos esbarrar por ai um dia, e melhor amigos que inimigos. Então não precisamos lutar entre nós. Conversemos.

      Coloquei uma nota no post, pra destacar que o post não acaba ali, seguindo a sugestão do Antonio Neto. Mudar o texto eu realmente não posso, mas a nota indica que existe flexibilidade sim. Nada é radical, pelo menos não deveria ser.

      Responder
      • Montalvo Machado

        Manu, vejo que chegamos a uma conclusão saudável.

        É importante que se chegue a um resultado concreto, ou todo este tempo dispensado na escrita e leitura dos comentários seria perdido.

        O assunto foi analisado por todos os lados, e acho que o que se leva desta discussão é uma consciência maior em relação aos concursos, fechando o círculo que você iniciou ao escrever o post.

        Da mesma forma que um contrato, não se deve participar de um concurso sem ler suas regras, compreender suas intenções e consequências.

        Fico feliz em terminar a conversa em tom pacífico com você, e sei que se fosse pessoalmente jamais chegaríamos a extremos.

        Acho que todos aprendemos alguma coisa com este fato, e eu me incluo nisto.

        Abs.

        Responder
  51. Edde Wagner

    Oi, Manu!
    O conceito de se trabalhar de graça eu acho errado, muito errado. Bem juvenil, até!
    Concordo com tudo que o Montalvo escreveu. Ele é um cara sério, pai de família.
    Quem sofre com esta forma juvenil de ser de alguns dos ilustradores somos nós pais/mães de família e tal…
    Veja bem… O dinheiro não pode, talvez, vir algum dia. Tem que vir logo, porque temos ‘bocas’ pra sustentar!
    Não estou apenas falando desta sua postagem sobre concursos. Estou indo mais além. Estou falando da área de criação, seja ilustração ou design ou quadrinhos ou cinema…
    Mas respeito sua opinião, embora discorde. espero que respeite a minha…

    Responder
  52. Eduardo Rocha

    Bacana cada um ir polindo seus argumentos até chegar em algum cerne de entendimento. Uma coisa importante a se dizer, eu também, anônimo na vida, apenas mais um participante humilde do mercado, venho acompanhando essas discussões desde o início. Nós todos, brasileiros, não temos o exercício da discussão saudável em nossa vida cotidiana, somos relapsos e reativos e acabamos combatendo quem se mostra franco e tem iniciativas positivas, justamente por essas poucas pessoas acabarem por esfregar na nossa frente a louca capacidade que temos de admitir e conviver com absurdos deste tipo.

    Dividir conhecimentos, proporcionar worshops, perder tempo e ser alvo de julgamentos equivocados, pra mim, são atos de coragem. Ficar de bobeirinha cheio de amargores e carregado de deboches, não vai levar a nada. Concordar ou discordar são ferramentas bem vindas, o resto, eu dispenso.

    Trabalhar de graça nem sempre é ruim, se a causa for boa e se todas as partes envolvidas estiverem consciêntes do processo. Além disso, trabalhar de graça, observem, é ficar no zero a zero, trabalhar de graça é ter seus custos de produção pagos, de graça significa zero lucro e zero prejuízo. Por vezes, se for para um movimento qualquer, ação filantrópica que seja, tudo bem. O que não dá é aceitar a perniciosidade com a qual essas mega empresas tratam seus fornecedores, ilustradores constituem apenas um ramo, existem outros, que sofrem tanto ou até mais e o fazem em silêncio e isto tem de acabar.

    Estes embates servem para esclarecimento e não para que um concorde incondicionalmente com o outro, há de se discutir, civilizadamente, ppor outro lado o assunto é sério e fica difícil não se exaltar ás vezes.

    Ainda temos um caminho longo até que a discussão deste tema atinja um modo mais calmo e assertivo, mas até lá, que não se leve tudo à ferro e fogo.

    Já há uma maior conscientização e isso muito bom, embora ainda incipiente, é um ótimo começo.

    Abraço!

    Eduardo.

    Responder
  53. wendel alves

    “-Não me peça para te fazer de graça a única coisa que tenho pra vender”

    resumo todas as discussões, opiniões contrárias e a favor sobre o tema concursos!
    alarcão e montalvo foram sábios ao opinar sobre esse assunto: Concurso é concurso. Golpe é golpe!

    Está na hora do basta e o bom senso nos diz: se sua mão de obra são as idéias, porque canalizar essa energia para concursos vagabundos?

    Esse debate foi muito prazeiroso de ler. Confesso que não entendo a visão do Antonio ao se chatear com o montalvo quando o cara apenas quer que a profissão seja respeitada!

    Antonio, mermão! Sei liga, por mais que você esteja achando o discurso do Montalvo repetitivo, pô cidadão! TEM QUE REPETIR SIM E INFINITAS VEZES até termos uma categoria coesa e forte para lutar contra essa picaretagem dos grandes.

    Antonio, acorde, ainda dá tempo! Fica aí atacanto o cara, enquanto o que ele está fazendo é levantar uma bandeira que vc não está fazendo!

    Responder
  54. Raff Ribeiro

    Concordo com o Montalvo, ele é um grande ilustrador, não é qualquer um jogando palavras ao vento. Sei que nós que nivelamos o mercado, se todos designers/ilustradores se recusassem a trabalhar por custo baixo e/ou sem nenhuma recompensa o mercado teria que se adaptar e pagar melhor.
    Nenhuma revista quer ser publicada sem nenhuma fotográfia ou ilustração, olha o poder que temos, não somos unidos esse é o problema, poderiamos viver bem melhor e sermos muito mais respeitados.

    Trabalho de assistente de um grande animador/ilustrador chamado Céu D’ellia, semana passada veio uma proposta de um trabalho da Inglaterra, pra gente desenvolvr aqui no estudio, meu chefe recusou.
    Ele fez isso por que achou o pagamento baixo não quis nivelar pra baixo o mercado, fez uma contra proposta, mas acho que não rolou, o que eu quero dizer é que tem que ter peito pra fazer isso, mas se todos fizerem sua parte as coisas melhoram.

    Quanto aos concurso acho que já falaram tudo que devia ser dito.

    Responder
  55. Mauricio Araujo

    Esse post me fez sentir um pouco de felicidade em saber que não sou só eu quem penso assim. Sempre defendi esta ideia em meio a muitas reclamações. As pessoas são livres e podem escolher se querem ou não participar.

    É o que sempre digo: se tal coisa existe é porque tem público. Caso contrário, não vinga.

    Responder
    • Eduardo Rocha

      Maurício, importante frisar que “ter público” não significa que seja positivo ou traga progresso ou mesmo que valha a pena participar. Essas ações tem quórum pois suas marcas tem força. Usar de tal força para vilipendiar fornecedores é brutal e criminoso.

      Outrossim, as pessoas, claro que são, livres, MAS, é preciso ter consciência a respeito de que atos pessoais, particulares, repercutem para além, muito além, pois afetam a profissão e, por tabela, aqueles que a ela reportam-se, relacionam-se e principalmente daqueles que dali tiram seu sustento.

      Abraço!

      Responder
      • Montalvo Machado

        Maurício, o assunto está encerrando em paz, não vale a pena assoprar as brasas deste incêndio.

        O nosso país é livre, democrático, praticamente uma terra de ninguém, onde não há leis para colocar na cadeia os empresários que utilizam métodos sujos, anti-éticos, imorais e covardes para obter lucros.

        Todos são livres para escolher se querem ou não se prestar a tal serviço, fornecendo mão-de-obra gratuita, enfileirando-se como gado para o abate, com a diferença que os humanos seguem com um sorriso patético e cheios de esperança, enquanto bois e vacas pressentem o perigo e refugam na hora da morte.

        A mesma liberdade que todos têm em se inscrever para os concursos, também me assiste para tentar demovê-los da ideia, desmascarando o golpe e alertando os que ainda estão em dúvida.

        Claro que há concursos bons, honestos e bem premiados, como o patrocinado pela National Geographic de fotografia, cujo prêmio foi uma viagem com acompanhante para a África do Sul, ou o da Hahnemuhle, que oferece 350 Euros aos 12 vencedores para a elaboração de um calendário internacional, entre tantos outros citados acima.

        Boa premiação, boa exposição, vitórias de verdade.

        Outros assaltam os direitos autorais de seus inscritos e obtém lucros de forma desleal.

        A liberdade de escolha sempre existiu.

        O que se discute aqui não é a liberdade em si, mas a conscientização para saber usar esta liberdade com inteligência.

        A consequência de participar de um concurso predatório não é apenas do inscrito, porque a decisão dele causa danos em toda a cadeia produtiva, e isto afeta a todos nós.

        O suicida pode dar fim à vida com sua arma, contanto que a bala não ricocheteie, ferindo quem não quer se matar.

        Água nas brasas, por favor.

        Responder
  56. Silvia Zampar

    Separemos uma coisa de outra…
    Escrever num blog lhe traz solidificação de seu próprio nome (mkt pessoal) e, apesar de não lhe trazer lucro imediato, pode representar um lucro futuro, a partir do momento que vc passa a ter mais expressão, sendo um profissional mais renomado no mercado. Não lucra financeiramente de imediato você, mas não lucra também o blog. É como trabalhar para instituições assistenciais, não faz bem pro bolso, mas faz pra alma e, afinal de contas, não é algo com fins lucrativos.
    Agora existem concursos que tentam conseguir mão de obra graciosamente, sendo que estas empresas visam sim lucro, às vezes lucram “pra caramba”, como é o cado de RedBull, e estão tentando dar um “jeitinho” de conseguir trabalho, sem pagar. Oferece então uma remuneração adequada pra quem ganhar (pelo menos, ou no mínimo).
    Vou fazer a seguinte “gambi”, vou lançar um concurso pra criarem meu cartão de visita… Olha que espertinha seria eu?!

    Responder
  57. Mario Mancuso

    Manu, Tinha lido seu post na semana passada, na correria, e não comentei no dia (my mistake). Hj retornei através de uma amiga q me disse do flame q surgiu, então resolvi opinar.
    Primeiro, acho super válido a discussão q vc promove. Este assunto é bastante pertinente e atual e de interesse de muitos designers e ilustradores. Sou professor de Design Gráfico em uma faculdade e vejo q os alunos são ávidos em mostrar serviço e, muitas vezes, no auge do entusiasmo, não sabem distinguir o joio do trigo, o que pode gerar arrependimentos futuros.
    Na minha opinião, acho q seu post peca pela simplicidade e superficialidade, não por uma falta de conhecimento ou habilidade, pois isso fica claro q vc tem lendo-se os comentários, mas talvez pela intenção (momentânea) durante o processo de escrita de fazer algo sucinto e objetivo, pecando na falta de esclarecimento mais profundo ou de argumentação, q, sem dúvida enriqueceriam bastante o post e evitariam muita da briga q veio depois.
    Alias, se aprende mais lendo os comentários q lendo o post (essa era a intenção?)
    Existem concursos e existem concursos!
    Muitos concursos são ótimas oportunidades para se entrar no mercado, são investimentos (de risco mas q) que podem trazer um retorno. Nem sempre os prêmios são em dinheiro ou em artigos mas podem ser em outras coisas (isto é muito comum na área de vídeo).
    Outros, por outro lado, são jobs disfarçados ou tentativas de se fazer um brainstorm gratuito. São pilantras e enganadores, desonestos, nefastos e predadores.
    Uma vez um filho de um jovem empresário comentou comigo q a empresa do pai dele tava pensando em desenvolver novos designs de produtos (eles faziam móveis para cabeleireiros) e que pensaram em montar um concurso cultural. Na verdade este concurso não era para premiar algém ou trazer qualquer promoção ao profissional ou estudantes , mas pra fazer um brainstorm (gratuito ou a baixo custo) conseguir soluções de modelos novos que poderiam ser desenvolvidos a posteriore. Comentem q isso era sacanagem, pilantragem. Ele bateu no meu ombro, rindo, dizendo: “Eu sei, eu sei… é claro q não faremos. Disse só q poderíamos…” ou seja…
    O mais importante é isto estar claro!!, q existem bons concursos e existem atitudes aproveitadoras. A lei permite e não temos entidades fortes proibam ou regulamentem estes espedientes leoninos.
    Concordo, todo mundo tem seu livre arbítrio mas optar por ser roubado, é idiotice. Concursos pilantras roubam o produto q vc produz (seu design ou ilustração) com seu consentimento !!
    Sobre o Montalvo, destinado agora à todos, quero escrever um ou duas palavras. Ele é um profissional espetacular e uma ótima pessoa. Penso q muitas vezes ele exagera na dose e se perde em meio a sua empolgação e fúria, mas de forma nenhuma é um cara q quer aparecer, fazer propaganda ou buscar louros de puxa-saquismo. Ele pode ser as vezes grosseiro ao extremo mas poucas pessoas são engajadas e comprometidas como ele pelo bem da nossa profissão. Gostaria que existissem mais 10 como ele. Afirmo q vaidoso ele não é. Mas acredito q estamos todos dentro do mesmo barco então tem pq brigarmos entre nós, o q só fortalece as agruras contra as quais lutamos?
    Desejo sorte a vc, Manu e espero que não se ofenda pelas minhas críticas. Vamos caminhando
    Abs

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  58. Taíssa Ramazzina

    Sei que já acabou há tempos, mas nossa…. galera, essa discussão está em várias salas do curso de Design do Mackenzie-SP. Só queria dizer que como estudante e estagiária (tava faltando um estagiário aqui) agradeço pelas palavras sábias de alguns e pelas não tão sábias de outros, mas que mesmo assim ajudam um estudante a formar seus conceitos – exatamente igual a concursos sérios promovidos por boas empresas. Acho que essa é (ou deveria ser) a função básica de um concurso: promover e divulgar idéias! (pagando bem, claro!)

    Faço estágio em uma multinacional de grande porte (não é do ramo) e sou a única no departamento a não questionar fornecedores de criação por seus “valores abusivos”. Se não fossem abusivos não trabalhariam com grandes empresas, certo? E… embora meu diretor utilize este termo eu não acho nada de abusivo pois sou eu quem pretendo estar do outro lado, no futuro, oferecendo bons serviços a preço justo.

    Ah, e escrevendo o parágrafo anterior questionei a mim mesma… se faço estágio em uma empresa que não tem muita relação com a minha área de formação… pq trabalho lá? Ah, pra ganhar dinheiro! Pq me recuso a trabalhar 6 ou 8h por dia (ok, sem risadas) por uma quantia irrisória e estudar um curso com mensalidade a R$1200… Acho que bons concursos são ótimos para estudantes e devem ter NO MINIMO um bom livro como prêmio.

    Manu, puta post! Afinal, design também é questionar! – desde Duchamp e as Vanguardas.

    Tudo de bom aí pra todo mundo.

    Beijos
    Taíssa Ramazzina

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