Computação Gráfica | Caligraffiti - Part 2
 

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Tag - Computação Gráfica

 
Saturday, 31 de May de 2008 • por
 

Eu estava procurando algum curso online de matte painting, e acabei achando no CGSociety informações sobre o curso e o trabalho de David Luong. Este, com toda certeza é  um dos melhores ilustradores e artistas do cinema blockbuster americano, entre seu portifólio estão Superman Returns, Uma Noite no Museu, entre outros…
Suas composições impressionam pelo realismo e a beleza da sua paleta de cores. O curso se baseia nas teorias de ilustração, modelagem e aplicação 3D e composição de efeitos, e como pré-requisito, conhecimento em Photoshop, After Effects, Nuke, Maya e/ou 3D Studio Max.

Pena que o curso já rolou, agora é ficar de olho esperando o próximo.

Wednesday, 9 de April de 2008 • por
 

Muita gente já ouviu falar sobre o chroma, mas poucos sabem como e quando usar e de que forma uma filmagem em chroma ajuda ou atrapalha em uma gravação. Nos meus primeiro contatos com computação gráfica, fiquei espantado com a quantidade de material que é gravado no chroma, tanto para a produção de cenários virtuais, quanto para a inserção de efeitos. Hoje, esta técnica é muito utilizada em filmes e seriados de TV, com a finalidade de simular fundos, e consequentemente economizar dinheiro nas produções. Por exemplo, se for necessária uma gravação de um ator em Paris, porque enviar toda a equipe para a França?? Grava no chroma!! Se tem uma tomada dentro de um carro, a parafernália para fazer essa gravação como aluguel de carros, câmera car e preocupação com trânsito, fica melhor solucionado de for gravado em estúdio com um fundo azul.

Por falar em fundo azul, o choma pode ser da cor que você quiser. Só que as cores mais usadas são verde e azul, pois normalmente na gravação estão os atores, cenários e diversos elementos em cena. Essas duas cores são mais fáceis de recortar, já que a pele humana se aproxima de uma tonalidade vermelha. Caso o choma for vermelho, irão sumir alguns braços, cabeças e pernas… Eu particularmente prefiro o azul, pois o verde é muito claro e fica com uma espécie de “stroke” em volta de todo o recorte. Para que haja uma melhor interação entre o fundo inserido e a gravação do chroma, esse recorte tem que estar impecável, sem moires, sombras e nuances de cor. Outro ponto que determina um bom recorte é a iluminação na gravação. Chomas com penumbras, e sombras criam diversas tonalidades que difilcultam na hora do recorte.

Se você quiser fazer um chroma em casa, é necessário um pano ou lona de preferência azul ou verde, e uma boa iluminação nesse fundo. Além disso, os softwares caseiros adequados para o recorte são Final Cut Pro e Adobe After Effects. Este último possui uma qualidade melhor para esse tipo de efeito, já que na paleta de efeitos “keying” é possível obter ótimos resultados com recortes conviscentes. Além disso, o After Effects dispõe de uma série de pluggins para o recorte, como por exemplo o “Keylight” do grupo de pluggins The Foundry. Outro bom programa de composição para este efeito é o Fusion que tem quase todos os pluggins disponíveis tanto para After quanto para Inferno e Flame. Na Rede Globo todo o material produzido em chroma é recortado, composto e finalizado nos programas de composição da Autodesk (Inferno, Flame e Flint).

Tem um cara no You Tube chamado Mark Apsolon que ensina diversas formas de fazer um chroma key, desde qual material comprar, como esticar, como iluminar, free softwares, efim… É só pesquisar que está tudo ao seu alcance!! Abaixo vai um vídeo dele.

[youtube]PK0Yqd5M9UQ[/youtube]

Wednesday, 13 de February de 2008 • por
 

Olá para todos!!

Bem, vou fazer pra vocês uma série de dicas sobre efeitos especiais utilizados em novelas, filmes e comerciais, com a intenção de passar um pouco do conhecimento que adquiri na faculdade, estágios e agora na equipe de computação gráfica da Rede Globo. Como estou trabalhando com um software chamado Autodesk Inferno, começo por ai uma série de cases que irei escrever aqui no Caligraffiti. Pra quem não conhece, existem softwares exclusivos para serem utilizados em computação gráfica. Alguns deles são: Motion, Shake, Nuke, Combustion, Flame, Flint e Inferno. Todos esses citados, são programas que utilizam um sistema de nodes (nós) em uma composição de imagens ou vídeos. Esses programas são desenvolvidos para trabalhar tanto em resulução SD ou no mais novo formato HD. Agora a televisão brasileira passa por uma reformulação de formato, já que começaram as transmições no Brasil em High Definition, e esses programas são desenvolvidos para trabalhar com imagens pesadas, com uma grande facilidade de edição e alta velocidade de renderização.

O Inferno, assim como o Flame e o Flint são softwares que hoje rodam em Linux, o que barateou o preço de sua venda. Há alguns anos atrás, esses programas eram só vendidos em plataformas Silicon Graphics, custando por volta de U$ 800.000. Por esse preço, somente grandes canais de TV, assim como conceituadas produtoras de vídeo e cinema poderiam ter esse luxo, e com o lançamento em Linux, é possível ter o software em uma máquina que possui um grande sistema de processamento, como por exemplo uma Boxx.

Saindo da parte técnica, posso garantir que trabalhar com essas máquinas é simplesmente sensacional!! Nela posso capturar os takes, desenvolver os efeitos e exportar numa sequência de imagem ou gravar em fita HD. São muito funcionais para o dia-a-dia de empresas que têm grande produção, pois o recorte de chroma, colorimetria e utilização de pluggins são de extrema utilidade para se obter um resultado de grande qualidade, em um curto tempo. O que mais me impressiona nessas máquinas é a capacidade de você poder fazer “tudo” sem abrir um outro software. É como se houvesse um Photoshop embutido em um programa de edição, podendo ser utilizado tanto para efeitos visuais, quanto para motion design.

Existe um site chamado “myfirstflame” que dispõe tutoriais dos programas, releases dos artistas mundialmente conceituados, e um passo a passo para quem está sendo iniciado nesse mundo. É uma boa dica para entender um pouco a interface do programa, além de matar a curiosidade sobre como funciona essa ferramenta .