TMDG por Lucyano Palheta | Caligraffiti
 
 
Tuesday, 14 de October de 2008 • por
 
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Sexta-feira, dia 26 de setembro de 2008. Aproximadamente 19:30, saía de casa correndo um tanto quanto atrasado e com aquela conhecida sensação de que estava esquecendo alguma coisa que deveria levar. Porém, sem a mínima possibilidade de parar para conferir se tudo estava ok. Às 20:15 mais ou menos encontrava com a Manu, João e Feliz na praça de alimentação do aeroporto onde me esperavam há um certo tempinho. E ali começava a nossa “jornada” rumo ao TMDG.

Os primeiros dias foram em Buenos Aires, uma paradinha estratégica pra conhecer a capital hermana. E que paradinha! Fizemos um post de lá com as nossas impressões da cidade que você pode conferir clicando aqui! Sendo assim, para não acabar sendo repetitivo deixarei os comentários gerais de lado e me concentrarei em uma das características visuais que mais me marcaram na cidade: os painéis, letreiros e ônibus pintados à mão e com um forte apelo tipográfico. Longe dos backlights, front lights e letreiros em neon que vêm brotando e poluindo visualmente as cidades com o passar dos anos, inclusive Buenos Aires.

Se o vintage é a tendência do momento, Buenos Aires está mais que na moda! Abaixo alguns exemplos desses letreiros:

Segunda parada: Pictoplasma. Já em Mar del Plata, local onde aconteceria o TMDG. Um dia inteiro de muitos videos, músicas e palestras. Dos mais variados tipos e para os mais variados gostos. Destaque para os trabalhos selecionados na última Bienal Latino-Americana de Tipografia que estavam expostos no saguão do auditório. Um prato cheio para quem gosta de tipografia. Além de ser bem empolgante ver o trabalho tipográfico que está sendo feito na América do Sul, muitas vezes não valorizado nem com tanta visibilidade quanto deveria. O Brasil estava lá, muito bem representado, com vários trabalhos e de estilos bem diferentes. Inclusive um baseado nas xilogravuras presente nos folhetos de cordel . literatura característica da região nordeste do país e que foi tema do meu projeto de conclusão de curso. Abaixo algumas fotos dos trabalhos de brasileiros, argentinos, chilenos e venezuelanos entre outros.

   

 

 

“um passo à frente e você já não está no mesmo lugar” (Chico Science)

Sempre achei essa frase do saudoso Chico Science genial! E vem margeando minha vida desde que a ouvi e absorvi seu significado. Agora por quê diabos eu comecei esse post justo com ela? A resposta é tão simples quanto a própria frase. Primeiro, porque acredito que tudo que você precisa pra mudar é dar um pequeno passo. E segundo, porque foi exatamente a reação que o evento causou em mim e, acredito, que também em muitos dos que estavam ali desfrutando, convivendo e trocando experiências com estudantes e profissionais dos quatro cantos do mundo.

Como venho fazendo no decorrer deste post, vou listar aqui as coisas que mais me chamaram atenção e de alguma forma me marcaram. Agora, com foco no TMDG.

Para começar, assim como todos os outros caligraffiteiros já falaram em seus posts, vou destacar a participação brazuca do Mopa. Não só porque são brasileiros. Seria até injusto se esse fosse o único motivo. Mas, além de mostrar trabalhos impecavelmente bem construídos, mostraram que com vontade, companheirismo e um posicionamento bem estruturado, quem um ano está na platéia, pode muito bem, no outro ano, estar no palco mostrando seu trabalho e recebendo aplausos de profissionais e estudantes de todo um continente. Palmas para os caras!!!!

Seguindo, destaque para palestra da Marian Bantjes. Ok, já devem ter notado que gosto um “pouco” de tipografia. Por isso, vou ser redundante em dizer que era uma das palestras que eu mais aguardava. E valeu a expectativa. Além de mostrar seu trabalho belíssimo com caligrafia. Ela mostrou o processo de criação para alguns projetos realizados. As primeiras soluções, caminhos à seguir e a ignorar e claro, o resultado final e aplicações. Enfim, não daria pra descrever o quanto a mulher é cabeçuda no que faz. Palmas para ela!

 

Por último, Joshua Davis. Fechou com chave de ouro o ciclo de palestras do evento. O cara sabe prender a atenção e mandar sua mensagem. Entre uma palhaçada e outra soltava frases no telão que durante várias noites “assombraram” aqueles que estavam ali. Outro que não daria pra descrever. Palmas também!!

 

Infelizmente não vi a palestra do PSYOP nem do Hortz. Fica pra próxima! Mas, mesmo assim, palmas para eles e para todos os que palestraram e fizeram parte desse momento único na vida de todos que estavam lá.

O Uno descreveu com maestria o sentimento de todos do Caligraffiti em seu post. Qualquer coisa que tente escrever aqui, só estaria repetindo com outras palavras e, não tão bom quanto, tudo o que ele disse. Então, vou encerrar esse post fazendo um agradecimento aos caligraffiteiros, amigos, pessoas que conhecemos, pessoas que não conhecemos e nunca vimos, mas que contribuíram para esses dias indiscritíveis. Gracias.

É isso aí, o passo foi dado! Agora vamo que vamo!

Um comentário

  1. Adorei o post! belo relato!!! Aliás o blog é ótimo!!!

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